quinta-feira, junho 15, 2017

Eco de Festival BD - Concertos Desenhados no Beja BD/2017



Não é totalmente inédita, mas não é vulgar, a ideia de, ao som de uma banda musical ou a acompanhar um espectáculo, (1) um desenhador ir improvisando graficamente, e ao mesmo tempo tais improvisos serem projectados num écrã.

Em Beja, no Festival Internacional de Banda Desenhada, Paulo Monteiro já tornou habitual esse tipo de performance, ou seja, todos os anos, sextas e sábados à noite, há ilustradores/as autores/as de BD que se instalam no palco a improvisar ao som da música. Este ano, na sexta-feira, 26 de Maio, estiveram a desenhar Sofia Neto (ao som dos Plause) e Andreia Rechena (sob a música dos Bicho de Mato); no sábado, 27 de Maio, foi a vez de João Sequeira (embalado pelos acordes sonoros dos Compotas) e Jorge Coelho (acompanhado musicalmente pelos Jiboia).

Antes deste ano, eu nunca me atrevera a pedir um daqueles improvisos, convencera-me de que os próprios autores ficariam com eles. Mas desta vez, ao ver o João Sequeira a incluir-se na ilustração como personagem encalorada e sequiosa, a suspirar (via balão pensamento) por uma imperial, decidi de imediato satisfazer-lhe o desejo e fui oferecer-lhe uma bejeca.  
Ocorreu-me no momento perguntar-lhe se seria possível ele oferecer-me aquele desenho, a fim de eu o mostrar aqui no blogue. O meu amigo Sequeira, amavelmente, disse logo que o desenho ficava reservado para mim, e não falhou, e eu também não, a prova é o incrível improviso que ornamenta o topo do post. 

Fiquei nessa altura com suficiente à vontade para também pedir ao improvisador seguinte, o "marveliano" Jorge Coelho, uma das várias ilustrações que realizou, e embora ele não me tenha dado a ilustração que eu tanto desejava, acabei por ficar com a que se apresenta em segundo lugar no topo do post  


(1) António Jorge Gonçalves há anos que vem desenvolvendo esse tipo de performance em espectáculos públicos, até em peças de teatro. A sua primeira actuação, sob o título Sonografias, deu-se em 2001, em Oeiras, na Fábrica da Pólvora, com o saxofonista Paulo Curado.

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