domingo, abril 23, 2017

Como nasceu um desenhista, um anúncio brasileiro





Uma história real, é o título da publicidade inserida numa antiga revista brasileira, a Rancho Fundo, editada pela Rio Gráfica e Editora Lda., este nº4 em 1965.

O subtítulo era bem apelativo para qualquer jovem brasileiro: Como Nasceu um Desenhista (1). O anúncio que se referia a uma escola de São Paulo, acrescentava a seguinte informação bastante prometedora: "12 famosos artistas ensinam a desenhar".

E assiste-se, no desenrolar da curta BD, ao entusiasmo do jovem protagonista que se inscreve no curso de desenhista, na realidade para fazer banda desenhada, e que acaba por ter um futuro brilhante. Diz ele "agora desenho e crio historietas (2) famosas, obtive fama e tenho ganho grandes salários".

Uma publicidade bem desenhada com uma mensagem criadora de entusiásticas ilusões.


(1) Em português de Portugal usa-se apenas o vocábulo desenhador, embora os dicionários também incluam a variante desenhista. Eu uso-a esporadicamente quando falo de um autor de banda desenhada e lhe chamo banda-desenhista.

(2) Note-se o uso da expressão "historietas" e não histórias em quadrinhos. Sei que em castelhano (tanto de Espanha como de países sul-americanos) o vocábulo historieta é muito popular.

P.S. - Este material foi-me cedido pelo meu amigo Carlos Gonçalves, grande coleccionador.
 -----------------------------------------
Imagens que ilustram o post:
1) A banda desenhada publicitária
2) Capa da revista Rancho Fundo em que a bd foi publicada

3) A ficha técnica da revista
-----------------------------------------  
Vejam postagens anteriores deste tema, clicando no item: Publicidade em BD, visível no rodapé 

sábado, abril 22, 2017

Bedeteca de Lisboa - 21º aniversário




A Bedeteca de Lisboa faz vinte e um anos! O tempo passa tão depressa. Estive na sua abertura, tinha sido com surpresa entusiasmada que tivera conhecimento, meses antes, que Lisboa ia ter uma biblioteca especializada em banda desenhada.

Nos anos que se seguiram houve grandes momentos. João Paulo Cotrim, seu primeiro director, criou o Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada, que existiu com êxito durante alguns anos. Também na vertente editorial a bedeteca teve notável actividade.

A essa época brilhante seguiu-se um período de simples funcionamento como biblioteca especializada em BD, possuidora de um importante acervo ao dispor gratuito do público.

No espaço ajardinado anexo foram organizadas várias edições da Feira Laica, em que a banda desenhada e os fanzines tiveram preponderância. Volta agora, com os festejos aniversariantes, a animação ao bonito espaço dos Olivais. Os organizadores (com o Marcos Farrajota ao leme, suponho) crismaram o evento como Singular. Faço votos para que ele seja o reanimar daquele valioso equipamento cultural lisboeta.

A organização promete um mercado de edições independentes com as participações de Thisco, Lisbon Studio (c/ presenças dos autores Ricardo Amaral e Joana Afonso), Dor de Cotovelo, jornal Jankenpon, Boira Records, Cafetra Records, Xavier Almeida, Chili Com Carne / MMMNNNRRRG, Oficina do Cego, Clube do Inferno, Gato Mariano, SerroteZé Burnay.

   
 No site Bedeteca Anónima há mais uma informação preciosa, que reproduzo com a devida vénia ao redactor Marcos Farrajota: 
"será lançado Ofende-me, um fanzine de BD do colectivo Dor de Cotovelo com jovens autores de BD portugueses, alguns deles saídos da escola Ar.Co., como Gonçalo Duarte, Dileydi Florez, Guilherme Figueiredo (que assinava Gréc), Ana Braga, Tiago Martins, Ema Gaspar, Cecília Silveira e Pedro Brito – ah!? Pedro Brito? Lêmos bem? Que bela surpresa! Foi o autor que estreou a colecção Lx Comics da Bedeteca em 1998!!!"

Aliciantes novidades!
.......................................................
Autor do cartaz, visível em duas versões diferentes: André Pereira

quinta-feira, abril 20, 2017

Colóquio sobre E.T.Coelho e Raul Correia, por José Ruy


Quando se analisa a notável obra em banda desenhada A Lei da Selva, talvez não ocorra a dicotomia entre a lentidão burilada do texto escrito, com laivos queirozianos, por Raul Correia, e o dinamismo dos desenhos de Eduardo Teixeira Coelho.

O estudioso Domingos Isabelinho escreveu acerca disso no livro A Lei da Selva, editado por Manuel Caldas, e José Ruy entusiasmou-se com a ideia de fazer um colóquio sob esse artigo, apoiado num power point.

É o que vai acontecer no próximo dia 22 de Abril, sábado, entre as 17h00 e as 18h00, na sede do Clube Português de Banda Desenhada-CPBD, Reboleira/Amadora. 
Esta será a primeira parte da apresentação, que terá uma 2ª parte no sábado, 6 de Maio, no mesmo horário, início 17h00, fim 18h00 (em ambos os dias convém chegar à hora, para acompanhar todo o texto de Isabelinho).






Fotos da autoria de Dâmaso Afonso, incluídas a posteriori


 #CPBD
--------------------------------------------- 




Clube Português de Banda Desenhada - CPBD
Avenida do Brasil, 52-A
Amadora


Entrada Livre (mesmo para ainda não sócios do CPBD)   





A estação de metro Reboleira fica a cerca de cinco minutos da sede do CPBD.  

Para ajudar à localização do local, aqui fica uma planta da área:


 
O grafismo do convite deve-se a Dâmaso Afonso, membro dos corpos gerentes do CPBD

--------------------------------------

Quem estiver interessado em ver notícias sobre palestras tratadas anteriormente, ou sobre iniciativas do Clube Português de Banda Desenhada - CPBD, basta clicar nos itens Palestras ou Clube Português de Banda Desenhada - CPBD visíveis no rodapé