sábado, março 30, 2013

Tertúlia BD de Lisboa - Ciclo: Blógueres (ou bloguistas) da Blogosfera BD - Nuno Amado






Na Tertúlia BD de Lisboa vai iniciar-se um ciclo dedicado aos blógueres que falam de banda desenhada nos respectivos blogues, escrevendo críticas, anunciando eventos, e descrevendo-os a par-e-passo, entrevistando autores, dando novidades editoriais, reproduzindo bandas desenhadas publicadas em jornais ou revistas não especializadas em BD, em suma, divulgando-a abrangentemente no espaço virtual da blogosfera.

Nesta nova iniciativa da tertúlia lisboeta, perfeitamente justa para premiar - mesmo que simbolicamente - quem trabalha esforçadamente em prol da BD no suporte virtual da internet, o primeiro blóguer a ser o "Convidado Especial" da TBDL é Nuno Amado, que iniciou o seu blogue Leituras de BD em 8 de Julho de 2007, e o tem mantido em bom ritmo de publicação, tendo obtido recentemente o 1º lugar no Concurso Nacional de Blogues (2012) - Categoria Banda Desenhada.

É do conhecimento geral de quem anda pela blogosfera, que há três aspectos cruciais para que um blogue se destaque pela positiva: regularidade na publicação de "posts", atraente critério na escolha de temas, e qualidade gráfica na apresentação do espaço.

O "Leituras de BD" tem correspondido às três componentes, mantendo um nível elevado de interesse, bem evidenciado pelo intenso caudal de comentários que algumas postagens têm provocado. Constituem, não raro, um autêntico fórum de discussão.

Endereços:

http://bongop-leituras-bd.blogspot.pt
http://leiturasbdpopporn.pt
http://zakarella.blogspot.pt
http://www.facebook.com/Leituras.de.BD

As imagens no topo do "post" são as seguintes, de cima para baixo:

1) Banner do blogue "Leituras de BD"
2 e 3) Pranchas da banda desenhada "Descida ao Inferno", com argumento de Nuno Amado e desenho de Pedro Nascimento, uma bd publicada no fanzine Zona (Zona Fantástica
4) Diploma atribuído ao bloguista
5) Caricatura de Nuno Amado, da autoria do autor de BD Santos Costa
6) Síntese biográfica de Nuno Amado (Este texto pode ficar visível clicando-lhe duas vezes em cima, espaçadamente) 
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Lista de presenças neste 346º Encontro da TBDL

(Lista elaborada "a posteriori" e susceptível de ter faltas de nomes; por isso agradeço que quem notar alguma, envie comentário):


1. Álvaro
2. AnaSaúde
3. António Páscoa "Vespa"
4. Bárbara Carvalho
5. Bruno Casanova
6. Cátia Alves
7. Cristina Leite "Tinucha"
8. Falcato 
9. Filipe Duarte
10. Filipe Pinho
11. Gabriel Martins
12. Geraldes Lino
13. Helder Jotta
14. Hugo Silva
15. Hugo Tiago
16. Inês Ramos
17. Joana Completo
18. João Paulo Sá-Chaves
19. João Vidigal
20. José Abrantes
21. José Victor [Carvalho]
22. Machado-Dias
23. Maria de Fátima Magalhães
24. Maria Helena Almeida
25. Maria José Pereira
26. Mário Freitas 
27. Miguel Ferreira
28. Moreno
29. Nuno Amado - Convidado Especial
30. Nuno Duarte "Outro Nuno"
31. Nuno Neves
32. Osvaldo Medina
33. Paulo Costa
34. Patrícia Maia 
36. Pedro Bouça
37. Pedro Cruz
38. Ricardo Leite
39. Rui Batalha
40. Rui Domingues
41. SérgioSantos
42. Susana Marinho       

Os visitantes interessados em ver as anteriores postagens destes temas poderão fazê-lo clicando nos itens Tertúlia BD de Lisboa, Blogosfera da BD, incluídos em rodapé 


quinta-feira, março 28, 2013

Webcomics (VII) - Lusitano, por Bruno Matos





Há super-heróis de BD que nascem não se sabe bem onde, mas sempre com origens importantes, entre eles há até um milionário. Ao invés, um super-herói português - nascido num pequeno e pobre país - só poderia ter por berço um fanzine, editado por um amador, como é norma.
Assim aconteceu com o Lusitano, surgido no Luso Comix Fanzine (nº1 - Dezembro de 1995), editado em Almeirim por dois jovens amigos - o desenhador Bruno Matos e o argumentista Nuno Duarte

Ambos organizaram uma exposição, nesse mesmo ano, com as pranchas da banda desenhada onde surgia o luso super-herói. Fui de propósito a Almeirim, terra que não conhecia, a convite já não sei de quem, para conhecer "Os Bons, os Maus e os Vilãos - 60 Anos da B.D. Norte Americana", título com que se apresentava a mostra de BD ao estilo dos "comics" yankees. Tenho a ideia que foi nessa altura que conheci o Nuno Duarte, mas não me recordo de Bruno Matos.

Voltando ao Lusitano: no Luso Comix Fanzine ele surgia a protagonizar dois episódios, intitulados "A Verdade do Lagarto" e "Um Conto de Natal", a propósito da época em que era editado o zine.

O episódio "A Verdade do Lagarto" até teve direito a preencher uma pequena publicação independente, editada pela Câmara Municipal de Almeirim, e oferecida aos visitantes da exposição. Devido a isso, tenho um precioso exemplar, ao lado do Luso Comix, na minha colecção fanzinística.

Em relação ao então muito jovem argumentista Nuno Duarte, ele é, desde longa data, um amigo que vejo com alguma frequência. As suas aptidões levaram-no para a empresa "Produções Fictícias", além de ter continuado a escrever argumentos para BD - e quase poderei afirmar que o do Lusitano terá sido a sua estreia como argumentista.

Do Bruno Matos só me restava a imagem da sua assinatura nos desenhos, por estranho que isso pareça. 
Posso acrescentar, para justificar este pormenor, que tenho de memória o aspecto gráfico de dezenas de assinaturas de autores de BD, portugueses e estrangeiros, e o Bruno escrevia o "o" final em tamanho grande, como o prestigiado Fernando Bento fazia com o "o" final de Bento, pormenor que me chamou a atenção. 

Foi portanto com surpresa que, em meados de 2012, se me depararam algumas pranchas de um webcomic que então se iniciava, sob o título "Lusitano", um nome de que bem me recordava ainda. Era o regresso do nosso super-herói, o primeiro do seu género de origem portuguesa.

Acompanhei as pranchas que iam aparecendo semanalmente. A primeira, a 5 de Setembro desse ano de 2012, localizava a acção em Calecute, no ano de 1498, e as imagens mostravam caravelas pertencentes à armada de Vasco da Gama, um início algo insólito e desajustado para uma história em que actua um super-herói, por muito lusitano que seja. Mas com o decorrer da trama entende-se a aparente desconexão.
 
Quanto ao autor, lá estava, logo na vinheta inicial, a respectiva indicação - argumento e arte: Bruno Matos.

Reencontrava-me assim com o improvável super-herói, "nascido" em Almeirim,  e com o autor, que apenas conhecia de nome.

Como tinha visto no blogue um comentário do meu bem conhecido Dan Maia, dele obtive o contacto emailístico de Bruno Matos, a quem pedi autorização para mostrar algumas pranchas do seu webcomic

E aqui ficam elas, como teaser destinado a suscitar o interesse dos bedéfilos, para as irem ver na totalidade, ao blogue

http://www.lusitanobd.blogspot.pt


As imagens que ilustram o presente "post" são as seguintes (de cima para baixo):
Prancha 22 (última) - 30 Janeiro 2013
         "      21                - 23 Janeiro 2013
         "       7                 - 17 Outubro 2012     
         "        5                -   3 Outubro 2012
         "        4                - 26 Setembro 2012
         "        2                -12 Setembro 2012
         "        1                -   1 Setembro 2012
Última  imagem (em baixo) - "Capa da primeira aventura do Lusitano, um super-herói 100% português" (assim faz a apresentação o próprio autor Bruno Matos).

Comentário deste bloguer: Será, de facto, a primeira aventura, mas apenas no universo virtual da internet.

Porque, na realidade palpável do objecto de papel, a primeira aventura foi "A Verdade do Lagarto", reproduzida nas páginas do fanzine Luso Comix

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Bruno Matos  
Fausto Bruno Oliveira de Matos, nascido em Benguela, Angola, a 29 de Agosto de 1975, é formado em Relações Públicas e Publicidade pelo Instituto Superior de Novas Profissões, com uma pós-graduação em Produção de Televisão no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. 
Trabalha actualmente na RTP, tendo mudado em data recente da área das auto-promoções para a redacção de programas diários.

Bibliografia

 Agosto/2009 – Autor do livro Illusya – O Reino Encantado,
   Saída de Emergência. Lisboa
                                                                                                                                         -Julho/2007 – Autor do livro O Campo Fénix, da colecção “Estranhos Visitantes”,
   Editorial Presença. Lisboa;
- Agosto/2005 – Autor do livro Heróis e Monstros, da colecção “Estranhos Visitantes”,
   Editorial Presença. Lisboa;
 Junho/2005 – Autor do livro O Poder Interior, da colecção “Estranhos Visitantes”,
               Editorial Presença. Lisboa;
 - Novembro/2002 – Autor do livro O Legado Final, da trilogia “Os 5 Moklins”,
               Editorial Presença. Lisboa;
- Março/2002 – Autor do livro O Herdeiro Perdido, da trilogia “Os 5 Moklins”,
  Editorial Presença. Lisboa;
– Novembro/2001 – Autor do livro A Herança Moklin, da trilogia “Os 5 Moklins”,
               Editorial Presença. Lisboa;
- Março/2001 – Ilustrador do livro Histórias que apanharam bicho, de Alexandre Honrado, Editora Terramar. Lisboa;
- Outubro/2000 – Ilustrador do livro A Gesta do Magriço, de Alexandre Honrado, Câmara Municipal do Barreiro. 

página oficial:

facebook:

e_book:
http://www.myebook.com/index.php?option=ebook&id=170114

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Os visitantes interessados neste tema, iniciado em 28 Janeiro 2012, e que queiram ver os seis "posts" anteriores, poderão fazê-lo clicando na etiqueta Webcomics visível em rodapé

quinta-feira, março 21, 2013

Curtas de BD - Autores Estrangeiros (III) - Manfred Sommer, Pedofilia e Prostituição Infantil na BD (II)




Prostituição infantil e pedofilia, dois temas com algumas dramáticas afinidades, de grande melindre social e humano, escassamente surgem na BD.

Nas minhas (des)arrumações, em desesperadas (e vãs) tentativas de arranjar espaço para as novas aquisições, sou forçado a remexer - e com que agrado - nas antigas colecções, e nesse afã acabo por folhear fascículos ao acaso, e a relembrar bandas desenhadas que especialmente me impressionaram. 
E ao fazê-lo, deparou-se-me esta bd de apenas quatro pranchas, intitulada " A Cidade dos Três Mil Prazeres", na revista O Mosquito (Nº 7 - V Série - Maio de 1985), que considerei encaixar na enxurrada de impressionantes notícias deste teor que surgem com frequência nos nossos média jornalísticos.

Manfred Sommer, autor completo da bd (argumento e desenho), demonstrou, na presente curta, um agudo sentido crítico, apontando com clareza para o flagelo. No caso que Sommer descreve em imagens sequenciais,  percebe-se que se tratar de um facto aceite socialmente -  com múltiplas cumplicidades e apoio tácito - no eufemisticamente chamado "turismo sexual", praticado às claras em países do Oriente. 
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Os visitantes interessados em ver postagens anteriores destes dois temas poderão fazê-lo clicando nos itens Curtas de BD (Autores Estrangeiros) e "Pedofilia e Prostituição Infantil", visíveis no rodapé.  

quinta-feira, março 14, 2013

Livros Sobre Banda Desenhada - Os Meus Livros (XIII)



 

 
 
 


 


Ao referenciar e reproduzir imagens de The World Encyclopedia of Comics, uma importante enciclopédia dedicada em exclusivo ao tema da banda desenhada, não é minha intenção, nem poderia ser, copiar para este blogue todas as pranchas de BD que ilustram a volumosa obra. Por razões óbvias. 

Todavia, dada a fascinante selecção efectuada pelo autor-coordenador da obra, Maurice Horn, não consigo resistir a mostrar um número considerável de excertos gráficos a ela pertencentes, distribuídas por três "posts", de que este é o segundo.

Na postagem anterior desta etiqueta, descrevi o local e a época em que tive a grande alegria de comprar a peça em análise. Disse, e repito para quem não leu nem está para ir ler o texto anterior, que se trata de uma obra pioneira do género.

Mas não é apenas por esse facto que a considero importante, e sim pela extensa componente imagética. É de arregalar os olhos e sentir-se a observar com minúcia e deslumbramento uma extensa galeria que se inicia, desta vez, pela magnífica adaptação à BD da notável obra "Il Dottor Faust" pelo talentoso ilustrador Rino Albertarelli, sob adaptação literária de Federico Pedrocchi, passando em seguida às imagens de Dan Dare (de Frank Bellamy, "Felix the Cat" (de Otto Messmer), "The Heart of Juliet Jones" (de Stan Drake), "Gasoline Alley" (de Frank  King), até às três pranchas de BD japonesa - uma de Tatsuhiko Yamagami, intitulada "Gaki Deka" - claramente no género de banda desenhada juvenil, outra de Hiroshi Hirata, "Katame no Gunshi", aqui criando a  expectativa, com grande dinâmica, para uma cena de batalha, e outra, já em registo estilístico da mangá, intitulada "Kasure Okami", de Goseki Kojima, situada no Japão feudal.

Voltarei a esta obra. Merece um olhar múltiplo, atento e demorado, daí ter direito a três postagens.    

A presente postagem é (PARTE 2 DE 3)  
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Os visitantes deste blogue que estiverem interessados em ver os doze "posts" anteriores deste tema, inclusive o anterior dedicado à obra The World Encyclopedia of Comics - 1ª fracção que inclui a capa do livro), poderão fazê-lo clicando sobre o item Livros sobre Banda Desenhada-Os meus Livros visível no rodapé

quarta-feira, março 13, 2013

Uma tertúlia com autores de BD



Será que estão a renascer das cinzas as antigas e saudosas tertúlias que se realizavam em Lisboa (e não só) dedicadas a vários temas? Parece que sim. Concretamente, têm estado a ser realizadas, num amplo espaço do Cinema City (antigo cinema Alvalade, no bairro homónimo) várias, de temas diversos, entre os quais a banda desenhada. E é por isso que as estou aqui a postar, obviamente.

Portanto, amanhã, é mais uma. E, como o organizador João Passeiro já disse tudo no cartaz que elaborou, e que fica reproduzido no topo da postagem, nada mais tenho a acrescentar. Ou melhor: quando o entusiasta e dinâmico organizador me fornecer o historial do que já se passou até agora, quase confidencialmente (pelo menos eu não sabia de nada, e habito cá no bairro), acrescentá-lo-ei "a posteriori". 

quarta-feira, março 06, 2013

Comic Jam (nº 50)


A brincadeira gráfica "cadáver esquisito" em forma de prancha de banda desenhada continua, sempre imprevista, a ser realizada mensalmente na Tertúlia BD de Lisboa.

Claro que as condições em que é efectuado este "comic jam" não é confortável para os seus participantes, de forma alguma, visto que o bloco de desenho formato A4 é, a maior parte das vezes, colocado entre pratos, o que não representa, notoriamente, um exemplo de facilidade para os respectivos colaboradores.

Mas os autores de BD, sempre presentes em grande número nesta tertúlia bedéfila, nunca se esquivam a colaborar.  O meu problema, por vezes, é não ferir susceptibilidades na escolha que faço, a qual, incidindo apenas sobre seis dos ilustradores participantes, deixa de fora, forçosamente pelo menos outros tantos.

Desta vez, a colaboração esteve a cargo dos seguintes:

Machado-Dias .............................................................................. Álvaro (2 vinhetas)
Horácio .......................................................................................... Pepedelrey
João Sequeira .............................................................................. Pedro Cruz

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Os visitantes interessados em verem os 50 "posts" anteriores deste tema, poderão fazê-lo com um simples clique no item Comic Jam visível no rodapé

domingo, março 03, 2013

Tertúlia BD de Lisboa - Ano XXVII - 345º Encontro




Vai ser homenageado pela Tertúlia BD de Lisboa, na sua edição nº 345, de 5 de Março, um homem que tem tido uma actividade multifacetada na BD, e que se chama: Jorge Machado-Dias.

Começou por escrever argumentos para serem transformadas em banda desenhada por Victor Borges, mais tarde começou ele mesmo a realizá-las sozinho, executando "a solo" as duas componentes principais da BD,  argumento e desenhos. A certa altura editou fanzines, depois criou uma editora e passou a editar revistas de estudos e crítica de BD, e actualmente tem uma livraria online. Mas o que ele quer mesmo é voltar a ser autor completo de BD, e em breve o fará.

Mas nada melhor do que ser ele próprio a a fazer a sua biografia. Ei-la:




 
Nota: Na realidade, estas duas páginas (1ª e última) fazem parte de um caderno de quatro, que serão distribuídas durante o encontro da tertúlia.
O texto completo, pela correcta ordem, está aqui por baixo.



E, agora eu, bloguer e organizador da Tertúlia BD de Lisboa, sublinho que as últimas linhas da autobiografia de Machado-Dias representam uma autêntica confissão pública: 

A razão porque digo acima que o BDjornal nº 30 pode ser o último (mas não levem isto muito a sério), é porque quase a completar 60anos de vida, quero voltar ao início, à banda desenhada ela própria. Quero voltar a construir histórias e desenhos.
Jorge Machado-Dias
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As imagens que ilustram a presente  postagem representam partes de bandas desenhadas de Machado-Dias (de cima para baixo, conforme as indicações do próprio autor):

1 - Única prancha de Valeria Messalina
2 - Página de "O Regresso de Valentina - Um tributo a Guido Crepax", fanzine Eros nº 10, edição de Geraldes Lino, Dezembro de 2007
3 - Página de "Corpo a Corpo", BDVoyeur # 1, Pedranocharco Publicações, Outubro de 2006.
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Lista de presenças neste 345º Encontro da TBDL

(Lista elaborada a posteriori e susceptível de ter faltas de nomes; por isso agradeço que quem notar alguma, envie comentário):


1. Afonso"Delrey"
2. Álvaro
3. Ana Vidazinha
4. Bárbara Carvalho
5. Catarina Cruz
6. Filipe Duarte
7. Geraldes Lino
8. Helder Jotta
9. Hugo Teixeira
10. Hugo Tiago
11. Inês Ramos
12. João Leal
13. João Sequeira "JAS"
14. João Vidigal
15. José Abrantes
16. José Pinto Carneiro
17. José Victor
18. Machado-Dias (Homenageado)
19. Margarida Marcos Moura (nascida a 7 Dez. 2012, a mais nova "tertuliana" de sempre, filha da Petra)
20. Miguel Ferreira
21. Moreno
22. Nuno Duarte "Outro Nuno"
23. Pedro Bouça
24. Pedro Cruz
25. Pedro Ribeiro Ferreira
26. Pepedelrey
27. Petra
28. Rechena
29. Rui Domingues
30. Sá-Chaves
31. Sandra Oliveira
32. Susana Marinho       

Os visitantes interessados em ver as anteriores postagens deste tema poderão fazê-lo clicando no item Tertúlia BD de Lisboa, incluído em rodapé 

sexta-feira, março 01, 2013

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (CXXXIV), Pedofilia e Prostituição Infantil na BD (I) Casa Pia (I) - Ricardo Drumond









Pedofilia e Casa Pia, tara sexual e instituição, respectivamente, já estão indissoluvelmente ligadas para todo o sempre, mesmo que isso possa ser injusto para muitas das pessoas que por lá passaram, tanto ao nível de responsáveis administrativos e professores, como as de quem lá permaneceu na qualidade de aluno, da infância à adolescência.

Essa espécie de anátema foi ampliado pelos média - jornais, rádio e televisão. Se isso, por um lado, teve apenas a ver com a actual tendência sensacionalista da comunicação social, também é verdade que serviu para chamar a atenção dos portugueses para esse flagelo que vem de longe, que está infiltrado até em instituições poderosas - a Igreja católica, por exemplo - e que se pode resumir na pulsão sexual de abuso de menores.

Enquanto fracturante, esse tema nunca tinha sido tratado na BD portuguesa. Surpreendentemente, hoje, o matutino lisboeta Diário de Notícias abalançou-se a publicar uma banda desenhada de seis páginas, intitulada "10 Anos de Processo Casa Pia" (de que reproduzi inicialmente as primeira e última prancha, mas que, "a posteriori" - em 21/3 -, acrescentei as quatro intermédias), uma surpreendente obra, quer pelo elevado nível estilístico, quer pelo rigor dos retratos dos envolvidos no caso, tanto os presumíveis culpados, como os que participaram no complexo processo, da autoria de Ricardo Drumond (*), ilustrador-autor de BD que domina talentosamente um estilo figurativo fotográfico, além da notável qualidade em duas das outras componentes da BD, a colorização e a legendagem.

A banda desenhada não apresenta a palavra fim, na última vinheta, e com isso sugere, subtilmente, que a retorcida "história" ainda não acabou. A derradeira frase, inserida no último cartucho, é a seguinte: "A sentença fica adiada para 25 de Março". É, de certa forma, o equivalente à expressão, popularizada nas revistas portuguesas de BD, "continua no próximo número". Ou à das publicações anglófonas, "to be continued".
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(*) A anteceder a banda desenhada, há uma nota de apresentação (não assinada) acerca do autor da bd. Reproduzo-a parcialmente, com a devida vénia ao Diário de Notícias, respeitando até a nova ortografia do AO90 que o DN já usa.

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Ricardo Drumond

Síntese biográfica

Ricardo Drumond, Porto, 13 de Agosto de 1984, mas vive actualmente em Lisboa.
Cedo se entusiasmou-se pela BD graças à colecção dos pais, que se baseava maioritariamente na banda desenhada franco-belga.

Mas por ele próprio, pela sua curiosidade, acabou por se deslumbrar com o bem diferente estilo gráfico dos comics americanos.

Com uma tendência tão forte para as artes, acabou por se formar em Artes Visuais e Arquitectura.

Tem participado em exposições individuais e colectivas e, no que se refere a concursos de BD foi distinguido com prémios em 1999 e 2008, no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, trabalhando em parceria com o argumentista Pedro Felizes.

Apareceu uma banda desenhada sua, em estilo figurativo com base fotográfica, no jornal Diário de Notícias, em Março de 2013, intitulada "10 Anos de Processo Casa Pia", e em Maio de 2014 surge de novo obra sua no mesmo jornal de Lisboa, dessa vez dedicada ao Sport Lisboa e Benfica, no mesmo estilo gráfico.

O seu talento polifacetado empurra-o para diferentes artes, caso da música. Começou neste quadrante artístico a tocar guitarra acústica, mas depois de ouvir o álbum Fragile, do Yes, foi atraído para um instrumento de som diferente, o baixo. Obviamente que o seu sonho passou a ser comprar um, e cedo o conseguiu, tinha apenas 14 anos, o que lhe permitiu integrar a banda de um amigo. Na banda desenhada ainda não tem nenhum álbum editado mas, ao invés, já editou dois discos.

Quanto à actividade na BD e na Ilustração, decidiu-se a entranhar-se ao máximo no ambiente artístico lisboeta nessas duas áreas, daí que tenha passado a fazer parte do colectivo The Lisbon Studio.

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