quarta-feira, setembro 29, 2010

Ilustração por autor de BD (I) - Luís Diferr












 
Luís Diferr tornou-se conhecido como autor de Banda Desenhada, mas a sua recente obra intitulada Portugal insere-se na categoria de Ilustração, sendo, de facto, uma notável galeria de ilustrações, onde se podem admirar belíssimas reconstituições do passado de Lisboa (a grande maioria), mas também do Porto, de Tomar, de Mafra, e edifícios diversos de interesse arquitectónico, como são os casos do Palácio do Marquês de Fronteira e da Casa (Palácio) de Mateus (*).
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Luís Diferr


Síntese biobibliográfica  
Diferr - uma espécie de pseudónimo formado pelos seus apelidos Dias Ferreira - é actualmente professor. As obras de BD O Homem de Neandertal (1991) e Os Deuses de Altair (1998), de que talvez venha a haver uma segunda parte, são de sua total autoria (argumento, desenho, cor e legendagem). 
Ainda como autor total colaborou com uma bd curta, a preto e branco, no fanzine Eros, na década de 1980.
Mas também já participou apenas como argumentista, na obra Dakar o Dinossauro - no episódio "O Lago Iluminado" (Vol. I-1997, Vol. II-1998), em equipa com José Abrantes, que se encarregou da componente desenhada sequencialmente.

Como se percebe, Diferr é ecléctico, dominando com mestria o desenho e a escrita. Por isso mesmo, os textos bem documentados e literariamente correctos da obra Portugal (Le Portugal, na edição francesa), são igualmente de sua autoria, embora sob supervisão de Jacques Martin, que idealizou esta obra lançada sob o título genérico Les Voyages de Loïs, cujo primeiro volume foi Versailles, realizado por J. Presti e O. Pâques.

Nascido em Angola (Lobito) em 1956, Luís Dias Ferreira veio para Lisboa quando ainda só tinha um ano. Foi com os pais viver para o Brasil após o 25 de Abril, tendo-se formado em Arquitectura na Universidade de São Paulo, tendo regressado a Portugal em 1985.

Luís Diferr foi o Autor Homenageado do Amadora BD - 1998. Mas muito antes, em Julho de 1986, tinha sido o Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa.
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(*) Imagens de cima para baixo (ao clicar em cima da imagem, pela 1ª vez, amplia razoavelmente, mas ao passar com o cursor por cima dessa ampliação, quando aparece a lente, ao clicar de novo aumenta ainda mais. Talvez haja quem não conheça este pormenor (digo eu...) Bem, esta 2ª acção não funciona nas duas primeiras imagens de cima, não sei porquê (alguma coisa que fiz mal :-(


1 - Torre de Belém
2 - Sé Catedral de Lisboa
3 - Rossio e vários edifícios existentes antes do terramoto e maremoto de 1755
4 - Rua Nova dos Mercadores, em Lisboa, no início do Séc. XVI
5 - Mosteiro dos Jerónimos
6 - Vista Aérea (um fantástico picado) do Castelo de Tomar e do Convento de Cristo
7 - Tomar (Janela do Capítulo do Convento de Cristo)
8 - Biblioteca do Convento de Mafra (pormenor)
9 - Casa de Mateus
10 - Panorama da cidade do Porto
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Esta obra foi inicialmente publicada pela Editora Casterman, num álbum com o formato 31x23cm;
A edição da ASA é num formato ligeiramente mais pequeno: 29,5x22cm

sábado, setembro 25, 2010

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (CXXIV)







Rosa Maria é um jornal de bairro, da castiça Mouraria, e publica banda desenhada, o que o faz entrar no coração deste bloguista. 
Para mais, no quadrante da BD são logo duas setas a acertar no sensível órgão: "A Vida em Rosa" (sim, claro, parafraseia "La Vie en Rose", é bonito! mas tb faz a ligação com o título do jornal...), esta da autoria de Nuno Saraiva, numa prancha de formato oblongo composta por três tiras a cores (é também dele o sugestivo anúncio do concurso de fado acima reproduzido); e "O Moran mora na Mouraria", tira desenhada e colorida - sublinho: duma forma muito invulgar, apenas duas ou três manchas de cor - por Hugo Henriques, e argumentada por Mourad Ghane, colaboradores todos eles desde o número 0 de lançamento.

Tendo o lisboeta Nuno Saraiva nascido na Mouraria - soube isso pela reportagem acerca da edição do Rosa Maria no suplemento/revista Tabu do semanário Sol, na edição de ontem -, e provavelmente conhecedor de fados, ele aproveitou a letra do fado-canção "A Rosinha dos Limões" e transformou-a em banda desenhada, com a desenvoltura que lhe é habitual.

Só por isso vale a pena obter um exemplar do novel jornal, o que se pode tentar indo à redacção - Rua da Mouraria, nº 30-5º, ou usando o telf  21885203 (é este o número indicado na ficha técnica, mas julgo que lhe falta um algarismo) ou tlm 922191802, ou ainda o E-mail geral@renovaramouraria.pt.

A versão digital está no "site" 
http://www.renovaramouraria.pt/ 
e no blogue  
http://renovaramouraria.blogspot.com/

Já aqui falei deste singular jornal no "post" de Junho 25, onde foquei o nº 0, lançado numa festa organizada pela Associação Renovar a Mouraria, editora deste jornal bairrista - já agora lanço uma pergunta para o ar: haverá mais algum bairro onde se edite um jornal?

Pois o trimestral Rosa Maria, nome de personagem de fado, embora tenha habitualmente a (boa) tiragem de 40.000 exemplares, teve desta vez este número duplicado - 80.000 exemplares, 60.000 como encarte do Diário de Notícias, na semana passada (eu encontrei-o na edição do dia 16) e os restantes distribuídos por elementos da associação, nomeadamente pela Inês "Valsinha"(*) Andrade, que o fez num carrinho de super-mercado, e também por Ana Luísa Rodrigues, Ester Margarida Nunes, Armanda Vilar, Pascal Bertrand e talvez pelo próprio Nuno Saraiva, outro membro da colectividade do bairro fadista, onde agora voltou ao entrar nos "entas"...

(*) Alcunha devida ao facto da Inês gostar muito da "Valsinha" de Chico Buarque de Holanda. Já somos dois...
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A ilustrar esta postagem estão três imagens. A seguir descrevo os assuntos de cima para baixo:

1. Prancha da série de BD "A Vida em Rosa";
2. Tira de bd "Moran mora na Mouraria";
3. Cartaz publicitário a um concurso de fado.

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Para ver as numerosas (123) postagens anteriores deste tema, bastará clicar na etiqueta "Banda Desenhada portuguesa nos jornais" indicada no rodapé

quarta-feira, setembro 22, 2010

Conversas Soltas sobre Banda Desenhada(III) Conteúdos de blogues que dariam álbuns de BD





Pergunto-me por que motivo nunca passou a álbum de banda desenhada o conteúdo de um qualquer blogue com BD. Isto porque há blogues - ou melhor, textos em blogues - que dão livros.
Mais linearmente: com tanta BD publicada na blogosfera, não haverá nenhuma que mereça a atenção de uma editora?

Estou a lembrar-me, por exemplo, de Van Dog (1) e de A Dupla Personalidade (2), que dariam divertidíssimos álbuns de tiras de banda desenhada, a editar no formato oblongo, dito italiano.

Dir-me-ão que o número de compradores seria bem inferior ao dos que visitam qualquer blogue com BD. Mas seria muito mais durável o seu tempo de vida, tendo em conta quão efémera é a visibilidade concreta no suporte virtual da blogosfera (a obra fica lá, mas quem é que a vai ver passados dias, já perdida nas postagens anteriores?) Além de que há ainda muita gente que prefere ver a BD editada em papel (felizmente!).

Esta coisa de passar ao papel o conteúdo de blogues, evidentemente que já tem antecedentes há muitos anos.
Então porquê esta conversa (solta...) agora?
Porque, no jornal i de hoje, li um artigo que começava assim:

"'Pssht...Ó menina! Queria uma cerveja aquecida, se faz favor'. De blogue a livro. Vera Agostinho, empregada de mesa há quatro anos (...)"

Quem é esta personagem de seu nomeVera Agostinho, perguntará o leitor. Resposta: trata-se da autora do livro intitulado exactamente Pssht... Ó menina - As aventuras de uma empregada de mesa, é licenciada em Comunicação Social e arranjou emprego num restaurante (se calhar, no mercado de trabalho há mais necessidade de empregados de mesa do que de licenciadas em Comunicação Social, digo eu...)

E foi já a servir refeições que resolveu, em 2008, criar um blogue (3) onde passou a descrever os episódios mais divertidos ou mais desconcertantes.
A qualidade literária dos seus textos, bem como a piada de muitos deles, chamaram a atenção de uma editora, que lançou o livro em Julho.

E repito a pergunta: quando é que coisa semelhante acontecerá a um autor de BD e às suas bandas desenhadas (em tiras ou pranchas) publicadas num qualquer blogue ou "site"?

(1) http://www.vdcartoons.blogspot.com/ (ver duas tiras no topo do "post", datadas de 22/8 e 12/9, de baixo para cima)
(2) http://aduplapersonalidade.blogspot.com/ (ver duas tiras - nºs 405 e 406, sim, tiras nºs 405 e 406,que produtividade! - no topo do "post")
(3) http;//psshtomenina.blogspot.com
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Para ver postagens anteriores deste tema, basta clicar na etiqueta "Conversas Soltas sobre Banda Desenhada" visível no rodapé

sábado, setembro 18, 2010

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (CXXIII)


Hoje, sábado, o jornal i deveria ter uma página de banda desenhada, como costumava todos os sábados, mas - hélas! - tal não aconteceu. 
Deveria ter mais um episódio da série Almanaque, mas não, não teve... Não poderei dizer que foi um acontecimento imprevisto: na realidade, no sábado passado, dia 11 deste mês de Setembro, a bd da edição do fim de semana do citado jornal mostrava bem nitidamente a palavra "fim" na sua última vinheta.

Qual a razão para este final abrupto? Contactei Rui Lacas (o autor do desenho inicial, suponho que a lápis), João Maio Pinto (o arte-finalista, ou inker, como dizem os americanos) e Luís Leal Miranda (o argumentista, além de jornalista do i) para tentar deslindar o mistério.

Sintetizando as respostas dos três (a mais completa foi a do argumentista), posso dizer que aconteceu aproximadamente isto: a série Almanaque correspondeu a um projecto sem prazo definido de validade. 
Foi decidido terminar a série de BD ao fim de seis meses e 24 episódios, por se tratar de números redondos, e para evitar a extinção por mero cansaço dos autores e desinteresse dos leitores. 
Claro que também houve mudanças internas no jornal que contribuiram para este final: por exemplo, uma das pessoas que mais se empenhou no projecto saiu do i na semana da última prancha.

Para despedida da BD neste jornal (*), reproduzo no topo do poste imagens dos seguintes episódios (de baixo para cima):

Realidade Alternativa ou o Princípio do Fim (edição de 7 Ag. 10)
A Revolta dos Gnomos (ed. de 21 Ag.)
Precisamos de Falar (11 Set.) - a tal bd que encerrava a série "Almanaque"

Todos os episódios publicados (desde 3 de Abril deste ano) autoconclusivos numa só prancha, em policromia, viveram de "gags", alfinetadas na realidade social e política portuguesa, com alguns protagonistas desta última que bem se reconhecem. Por exemplo, Pedro Passos Coelho na bd Realidade Alternativa ou o Princípio do Fim, e José Sócrates na bd A Revolta dos Gnomos.

A despedida dos autores pode ler-se na última vinheta (aliás, num texto didáctico-humorístico):

"Uma vinheta é o quadrado que se põe numa tira. Isto é uma legenda, o ALMANAQUE termina aqui, seis meses e 24 números depois. Luís Leal Miranda, Rui Lacas e João Maio Pinto despedem-se com um estrondo."

E o estrondo tem o aspecto de uma explosão atómica, onde, no topo, surge a palavra "fim". A simbologia é clara: a decepção, a tristeza do trio de autores. A que eu, simples divulgador, me associo.

(*) Bem, ainda continua a haver BD no i, só que apenas em texto escrito por um jornalista da casa (Cristóvão Gomes), às sextas feiras, na coluna intitulada Especialista BD
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Para ver os 122 postes anteriores (por exemplo, mais 4 episódios da citada série "Almanaque", no "post" de Abril, 29) bastará clicar na etiqueta "Banda Desenhada portuguesa nos jornais" indicada em rodapé

quarta-feira, setembro 15, 2010

Álbuns imprevisíveis e difíceis de obter (XVII) - A Lenda do Rio Lima






Mostrar em banda desenhada a realização de um hipotético filme, cujo enredo se intitula A Lenda do Rio Lima, foi a ideia, com significativa dose de originalidade, de um trio formado por Sara Coelho, Rui Alves "Rá" e Teresa Cardia.
A primeira desenhou as figuras, fez a legendagem e participou na colorização; "Rá" desenhou os cenários e também ajudou na legendagem; Teresa fez a maior parte da colorização e ficcionou o texto lendário, fazendo um "mix" das diversas versões que se conhecem da lenda do rio Lima, confirmando-as em várias fontes, argumento aprovado pela Câmara Municipal de Ponte de Lima, no qual introduziu "gags" para tornar divertidas as oito páginas do mini-álbum (mini em termos de número de páginas, visto que o formato é quase A4).
Estamos, por conseguinte, perante um verdadeiro trabalho de equipa, que está a ser profícuo, visto este ser o segundo tomo da série.

Detendo-nos sobre a acção do filme/banda desenhada, apercebemo-nos, nas vinhetas iniciais, de estarmos a acompanhar um grupo que se dirige para Ponte de Lima com o fito de filmar a lenda que se conta acerca do rio que banha a cidade.
Os actores que vão protagonizar o filme pertencem a um grupo teatral amador local, e são eles os soldados romanos (localizados temporalmente no ano 137 A.C.) que surgem no "écrã/página do álbum", junto ao rio Lima o qual, na época revisitada, banhava a chamada província da Lusitânia.
Dando um imprevisto ar de veracidade, os soldados romanos/actores recusam-se a atravessar o rio que pensam ser o Lethes, famoso por ser o rio do esquecimento.
A cena final, dos actores a jantarem à luz de archotes, na margem do Lima, funciona como engraçada citação gráfica ao banquete que finaliza cada episódio da dupla Astérix e Obélix.

Um pequeno álbum, de impecável aspecto gráfico, que por certo suscitará cobiça a alguns coleccionadores de peças imprevisíveis...

A Lenda do Rio Lima
Autores: Sara Coelho, Rui Alves "Rá", Teresa Cardia
Álbum de 8 páginas, formato 19,5x28cm (ligeiramente inferior a A4)
Impressão em policromia sobre papel "couché"
Edição da parceria formada por Sopa de Letras (uma chancela da Prinicipia Editora) e a Càmara Municipal de Ponte de Lima
Tiragem: 5000 exemplares na versão em português (ver a versão em inglês no "post" de Set. 12)
Data da edição: Julho 2009
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Neste poste dedicado à edição portuguesa estão reproduzidas as páginas 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 8ª.
Da edição em inglês (no poste de Set. 12) estão reproduzidas as páginas 1ª, 5ª e 6ª.
 

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Os visitantes interessados em ver as postagens anteriores relacionadas com este tema "Álbuns BD imprevisíveis e difíceis de obter" poderão fazê-lo clicando no item indicado em rodapé

segunda-feira, setembro 13, 2010

Exposição de BD e "Cartoon" (obras sujeitas a selecção prévia)


Cada autor pode participar com uma banda desenhada de uma só prancha, ou seja, uma bd autoconclusiva, ou com um cartoon, ou uma caricatura, ou uma ilustração, ou seja, com uma única obra.

Qualquer peça (bd, cartune, caricatura, ilustração) pode ser elaborada com o tipo de técnica que mais aprouver ao autor/artista, inclusivamente com recurso a computador, a preto e branco ou cores.

DATA LIMITE PARA RECEBIMENTO DAS OBRAS: 30 de Setembro 2010

O regulamento que recebi afirma:

"Esta iniciativa não é um concurso , não havendo, portanto, prémios nem classificações."

Mas - digo eu agora - há uma componente importante, comum aos concursos, que é a seguinte:

"Um júri, constituído por cinco elementos, procederá à selecção das obras recebidas (...)"

O que significa, no meu entender, que algumas obras serão aceites para a exposição e outras não, visto que, se existe um júri, é exactamente para escolher as que se apresentam com qualidade suficiente para poderem ser expostas. Cá está a vertente de concurso do projecto.

Apresentada que está a opinião deste bloguista, vamos ver mais pormenores da interessante iniciativa, realizada pela parceria FECO/AMNISTIA INTERNACIONAL.

Por exemplo, o tema:

DIGNIDADE

Como diz o regulamento:
"Cada autor pode abordar a problemática da dignidade (ou da falta dela...) tomando em sentido lato o valor positivo do conceito."

Podem participar artistas profissionais ou amadores de qualquer nacionalidade

Dimensões máximas da peça que cada autor/artista pode enviar:
21x29,7 = A4

Mas tem de ser enviada por e-mail, em ficheiro JPG com resolução de 300 dpi, para o seguinte endereço:

presidente_dir@feco-portugal

Com cada obra, mas em ficheiro separado, devem ser enviados os seguintes elementos:
1) Título da obra;
2) Nome do autor;
3) Endereço postal sem esquecer o nome do país
4) Telefone
5) E-mail

Também a acompanhar cada obra tem de ser enviado um currículo resumido, em documento anexo.

Falando ainda do júri, e das suas competências, temos que aquele colectivo, formado por cinco elementos, terá também a seu cargo a escolha das obras que serão reproduzidas no catálogo a editar pelas entidades organizadoras.
Todos os autores das obras seleccionadas para o catálogo receberão um exemplar do dito cujo.

A exposição que se fará com as obras seleccionadas será inaugurada no dia 21 de Outubro de 2010.

Terá lugar na
Sociedade Artística Guilherme Cossoul
Rua Prof. Sousa Câmara, nº 156
Lisboa

Fica aqui o essencial do regulamento.
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Em tempo: a ilustração no topo do poste é da autoria de Álvaro
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Como ficou claro que, no meu ponto de vista, a iniciativa desta exposição parte da premissa de que serão seleccionadas por um júri as peças a expor, incluo esta postagem na rubrica "Concursos". Todos os anteriores poderão ser vistos de imediato clicando sobre a etiqueta "Concursos de Banda Desenhada" motrada no rodapé

domingo, setembro 12, 2010

Autores portugueses editados cá em língua estrangeira (III) - Sara Coelho, Rui Alves "Rá", Teresa Cardia





"The Legend of River Lima", é o título de uma banda desenhada editada em inglês e publicada num mini-álbum, sendo o tema, como se depreende, baseado numa lenda ambientada no rio Lima, tendo por intervenientes soldados romanos (que são, afinal, actores amadores), numa reconstituição ficcionada, com autoria de Sara Coelho (desenho de personagens e colorização parcial), Rui Alves "Rá" (desenho de cenários), Teresa Cardia (colorista parcial, e argumentista que fez um "mix" das várias versões que existem da lenda, confirmadas em várias fontes, argumento aprovado pela C.M. de Ponte de Lima).

"This journey has been quite favourable to us and I don't foresee any resistance from enemy forces. We just have a river to cross".

Assim fala aos seus soldados o procônsul romano (bom, falaria antes em latim bárbaro, mas o álbum destina-se a alunos do ensino básico), quando se lhe depara o rio Lima.
E acrescenta:

"There it is! The most beautiful river in the region"

Mas está prestes a surgir uma dificuldade... Diz um dos soldados:

"Proconsul, sir, the men are superstitious. They think this river is tje Lethe, the river of oblivion"

"With a disgraceful legion like you, there's nothing one can do.
I'll cross the river by myself, just to show you that this is not the river of oblivion!"
diz, zangado, o procônsul.

Esclareço que, na realidade, isto não passa de uma reconstituição fílmica. E o pequeno episódio acaba com jantar para toda a equipa, actores e realizador.

"And that night, on the margins of the river Lima (...)"

Na ficha técnica, em rodapé, pode ler-se:

"The publishing of A Lenda do Rio Lima is a result of an agreement between Sopa de Letras (an imprint of  Principia publishers) and Câmara Municipal de Ponte de Lima."

The Legend of River Lima
Autores: Sara Coelho, Rui Alves, Teresa Cardia
Álbum com 8 páginas, formato 19,5x28cm (ligeiramente inferior a A4)
Impressão em policromia, em papel "couché"
Tiragem: 2000 exemplares na versão em inglês
Edição de Sopa de Letras e Câmara Municipal de Ponte de Lima
Data da edição: Julho 2009

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As imagens reproduzidas pertencem às páginas 1ª, 5ª e 7ª do álbum sob apreciação.
Algumas das páginas em versão portuguesa (1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 8ª) podem ser vistas no poste de 15 Set.


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Caros amigos visitantes: no caso de quererem

1) ver as imagens ampliadas, sabem que basta clicar-lhes em cima.

Mas para ampliar mais, será necessário colocar o cursor em cima dessa primeira ampliação, até surgir a lente com o sinal + e nessa altura voltar a clicar.

2) ver as postagens anteriores deste tema, façam o favor de clicar no item "Autores portugueses editados cá em língua estrangeira" indicado no rodapé.

quarta-feira, setembro 08, 2010

Comic Jam (25ª prancha) - Um "cadáver esquisito" em construção mensal


"O dia em que" é o título permanente desta banda desenhada realizada mensalmente na Tertúlia BD de Lisboa, sempre por seis desenhadores/autores de BD, convidados ao acaso por mim (só o Convidado Especial do mês sabe que é ele que inicia a prancha) entre os que se encontram na tertúlia.


A bd é concretizada sem que haja um argumento prévio, por conseguinte vai evoluindo ao sabor da imaginação de cada um dos participantes - ou seja, trata-se daquilo que se classifica de "cadavre exquis", na versão francófona, ou "comic jam", na anglófona.

Na prancha que se pode apreciar no topo do poste, houve os seguintes colaboradores:

1ª vinheta - Nuno "Plati" Alves, o Convidado Especial do 314º encontro da Tertúlia BD de Lisboa;
2ª vinheta - Ricardo Venâncio
3ª vinheta - Ricardo Tércio "Guima"
4ª vinheta - João Lemos
5ª vinheta - Pepedelrey
6ª vinheta - Joana Afonso (a cara que ela desenhou, com aquela enorme penca, não me é estranha :-)
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Os interessados em ver as postagens anteriores com as 24 pranchas já editadas só têm de clicar na etiqueta "Comic Jam" visível no rodapé

sábado, setembro 04, 2010

Nuno "Plati" Alves - Síntese biográfica do Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa, no seu 314º Encontro (XXV Ano)




Nuno "Plati" Alves, autor de banda desenhada, vai ser o Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa, no seu 314º Encontro, em 7 de Setembro.
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Síntese biográfica

Nuno de Aguiar Mendes Alves, que usa como nome artístico Nuno "Plati" Alves (*), nasceu em Lisboa a 15 de Setembro de 1975.
Desde miúdo que se interessou pela banda desenhada (e por influência de Vasco Granja, também por cinema de animação).
Ainda na escola primária, fugia das aulas para ir fazer pequenas bedês, juntamente com um amigo.
Este interesse foi potenciado ao travar conhecimento com diversos heróis da BD: Tintin, Blake e Mortimer, Tio Patinhas (o "Uncle Scrooge" de Carl Barks), Astérix, Michel Vaillant, Ric Hochet, Tarzan (de Joe Kubert), Capitão América, Conan, entre outros.
Posteriormente começa a reparar mais nos autores, em que destaca Hermann, Bilal, Moebius, e imagina como futuro ideal ser desenhador de BD.
Essa ideia leva-o a ingressar na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, para o curso de Design de Comunicação, mas depressa se desiludiu, o que o leva a abandoná-lo. Em contrapartida, tenta desenvolver o seu talento no desenho animado, e com essa finalidade entra para o Estúdio de Animação Neurones (já extinto), onde teve formação em "storyboard".
Mais tarde parte para Londres, onde faz um curso rápido de Animação BD. Volta a Lisboa, onde passa a trabalhar como ilustrador em jornais (Expresso, Diário Económico, Jornal de Notícias) e revistas (Visão, Volta ao Mundo, Elle, Activa, Cosmopolitan) e para um diversificado tipo de clientes, entre os quais as firmas Mazda, Lisbon Fashion Week, Omni, Impala...
Na BD ainda estava para acontecer o mais importante: após ter conhecido o editor e argumentista americano C.B.Cebulski, da Marvel, começa a colaborar em revistas de comics estado-unidenses, designadamente "Anthology 24 Seven" da Image Comics, em seguida na série Avengers Fairy Tales 2, participou no Iron Man Titanium, com o episódio Deadly Commute.
Está neste momento a terminar uma bd curta, também para a Marvel Comics.
GL
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(*) No 10º ano do secundário, Nuno usava um blusão que ostentava o nome "Platini", e os colegas começaram a chamar-lhe "Plati", alcunha que Nuno passou a usar como pseudónimo.
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Legendas das imagens reproduzidas no topo do poste (de cima para baixo):
1ª - Prancha pertencente a "Iron Man Titanium", no episódio "Deadly Commute". O argumento é de Mark Haven Britt, a arte (desenho e cor é de Nuno "Plati" Alves;
2ª - Montagem com momentos da história escrita por C.B.Cebulski, com arte de Nuno "Plati" Alves, para o "24 Seven" (vol. 2), publicada em 2008;
3ª - Comic de promoção do jogo "Enslaved", com argumento de Joe Caramagna, e desenhos (a preto e branco) de Nuno "Plati";
4ª - Prancha de Avengers Fairy Tales" (#2), com argumento de C.B.Cebulski e arte de Nuno "Plati", foi editado em Out.08;
5ª - Prancha de "Shanna the She Devil", com argumento de Mary HK Choi e desenho de Nuno "Plati", que também fará a colorização. Ainda não tem data de lançamento.
6ª - Compilação de pranchas de X-23 "one shot", editado em Março de 2010. Desenho e cores de Nuno "Plati" Alves
(A maioria dos visitantes da blogosfera sabe que para ampliar as imagens, basta clicar-lhes em cima. Mas para ampliar ainda mais, é necessário colocar o cursor em cima dessa primeira ampliação e assim que aparece a lente com o sinal + dentro, clicar de novo)

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Total de participantes neste encontro (37) e respectivos nomes (informação "a posteriori"):

1. Abílio Pereira; 2. Adelina Menaia; 3. Álvaro;
4. Ana Alves; 5. Ana Saúde; 6. André Cardia Moreno;
7. Bruno Martins; 8. Cristiano Afonso Oliveira;
9. Falcato; 10. Gabriel Martins "Loot"; 11. Geraldes Lino; 12. Hugo Teixeira; 13. Joana Afonso; 14. João Figueiredo; 15. João Lemos; 16. José Abrantes; 17. M.A.L.S.;
18.Maria José Pereira; 19. Mascarenhas; 20. Milhano;
21. Moreno; 22. Nuno Amado "Bongop";
23. Nuno Duarte "O outro"; 24. Nuno Neves;
25. Nuno "Plati" Alves; 26.Pedro Bouça; 27. Pepedelrey;
28. Ricardo Tércio "Guima"; 29. Rogério Ribeiro;
30. Rui Domingues; 31. Rui Rolo; 32. Sandra Oliveira;
33. Sandra Rosa; 34. Teresa Cardia;
35. Tiago Mena Abrantes; 36. Vidazinha, Ana;
37. Virgínia Soares.
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Para os caros visitantes verem as anteriores notícias acerca da realização da mensal Tertúlia BD de Lisboa, bem como as sínteses biográficas dos respecticos Convidados Especiais e Homenageados, bastar-lhes-á clicar no item "Tertúlia BD de Lisboa" que aparece no rodapé

Acordo ortográfico na Banda Desenhada e afins (IX)




Também à crítica de banda desenhada já chegou o Acordo Ortográfico. No JL-Jornal de Letras, Artes e Ideias, está em vigor desde há algum tempo, e os excelentes textos de João Ramalho Santos - um dos melhores críticos actuais de BD - são publicados respeitando o acordo, embora as alterações ortográficas não sejam feitas por ele próprio, mas por especialista interno daquele respeitável quinzenário.

Detecte-se o A.O. no seguinte excerto (imagem de cima, do texto intitulado "Segredos aos Quadrado"
"Usar um género para falar de uma linguagem é sempre arriscado, no sentido em que as fórmulas, expetativas e clichés do primeiro podem contaminar as potencialidades da segunda. (...)"

E também no excerto retirado da crítica intitulada "Vida"

"A Associação Ao Norte, de Viana do Castelo, desenvolve um trabalho cultural notável do âmbito (entre outras coisas) do cinema documental e da ligação Cinema-BD (através do projeto O filme da minha vida). (...)
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A maioria dos visitantes da blogosfera sabe que para poder ler um texto reproduzido num "post", é necessário clicar sobre a imagem.
Mas, para ampliar ao máximo, permito-me chamar a atenção para a necessidade de voltar a clicar quando surge o ícone de ampliação (lente com sinal +).
Permito-me dizer-lhes que vale a pena fazer isso para estes textos, não só para os ler, mas também para detectar os vocábulos em que está a ser usado o novo acordo ortográfico (levem isto à conta de "quiz" ortográfico).

Acordo ortográfico na Banda Desenhada e afins (VIII)




Em tiras de banda desenhada, a selecção (ou seleção, depende) portuguesa de futebol, e respectivos comparsas, são temas recorrentes para situações humorísticas.
Numa das tiras, Carlos Queiroz (professor?) queixa-se de algo que faz lembrar a célebre lei de Murphy, noutra cita-se a expressão técnica "piloto automático", derivada de especificidade aeronáutica, mas transformada agora em popular metáfora futeboleira.

Tiras de banda desenhada reproduzidas no jornal Record nas seguintes datas:
(de cima para baixo)
4 Set. 2010,
2 Set.
11 Ag.
26 Jul.
13 Jul.
4 Jul.
2 Jul.
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Bastará clicar sobre o item "Acordo ortográfico na Banda Desenhada" que está no rodapé, para se ter acesso imediato às postagens anteriores