sexta-feira, dezembro 26, 2008

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (CIX) - 100 bandas desenhadas, um projecto a continuar

15 de Dezembro de 2008 - 100º Episódio 
Título: "Bom Natal" (o mais recente publicado no jornal Mundo Universitário) conotado com a época natalícia, da autoria de Ricardo Cabral


6 de Dezembro de 2004 - 1º Episódio publicado: "Espírito de Natal", 
com Álvaro a glosar as tradições da época natalícia.
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Em 6 de Dezembro de 2004 , por anterior proposta deste bloguista, que viria a ser o seu coordenador, e o apoio incondicional da jornalista Raquel Louçã Silva (que entretanto ascenderia a chefe de redacção e em seguida a directora do jornal), nasceu um projecto de publicação de banda desenhada, ao ritmo de uma prancha, ocupando uma página em cada número.

Foi no então quinzenário (actualmente semanário) gratuito Mundo Universitário, e o projecto tem-se cumprido, quase ininterruptamente (as poucas interrupções foram ditadas por diferente uso da página, nunca por falta de bedês para publicar), tendo chegado agora, em Dezembro de 2008, ao invulgar quantitativo de 100 bandas desenhadas publicadas na rubrica BD.

No decorrer destes quatro anos, a colaboração foi abrangente, desde novos autores a consagrados. 
No cômputo geral, já colaboraram 65 desenhadores, 5 argumentistas e 5 coloristas.

 Para registo futuro, aqui ficam todos os nomes dos colaboradores destas cem bedês:

Desenhadores (a maioria, também argumentista das suas próprias bedês):
 
1.Álvaro (4 bedês)
2.A. Amaral (ou Sko Nihil Vo)
3.Agonia Sampaio
4.Algarvio (4 bedês)
5.Ângela Gouveia
6.Antero
7.António Valjean
8.A. Pilar
9.ARechena (2 bedês)
10.Arlindo Fagundes
11.Carlos Marques
12.Cheila
13.Derradé (4 bedês)
14.Diogo Carvalho
15.Esgar Acelerado
16.Estrompa
17.Ferrand
18.Filipe Goulão (2 bedês)
19.Francisco Sousa Lobo
20.Fritz
21.Gevan
22.Hugo Teixeira
23.JCoelho
24.J.Mascarenhas (2 bedês)
25.Joana Sobrinho
26.João Lam (3 bedês)
27.Jorge Mateus
28.José Abrantes
29.José Carlos Fernandes
30.José Lopes (3 bedês)
31.José Pedro Costa
32.Jucifer
33.Kalika
34.Luís Afonso
35.Luís Louro
36.Luís Valente
37.Marco Mendes (2 bedês)
38.Mariana Perry
39.Marte
40.Miguel Marreiros
41.Mota
42.Nazaré Álvares
43. Nuno Duarte
44.Nuno Sarabando
45.Nuno Saraiva
46.Paulo Marques (2 bedês)
47.Pedro Alves (5 bedês)
48.Pedro Bürin
49.Pedro Manaças (2 bedês)
50.Pedro Massano (2 bedês)
51.Pedro Morais
52.Pedro Nogueira (2 bedês)
53.Pedro Zamith (2 bedês)
54.Pepedelrey (3 bedês)
55.Phermad
56.Relvas
57.Ricardo Cabral (4 bedês)
58.Ricardo Correia
59.Ricardo Reis
60.Rocha
61.Rodrigo
62.Teixeira
63.Vasco Gargalo
64.Zé Manel (3 bedês)
65.Zé Paulo

Argumentistas
André Oliveira (colaborou com 4 desenhadores)
Arlindo Fagundes (também aparece numa bd como desenhador)
Hugo Jesus
Mário Freitas
Sílvia Matos e Lemos

Coloristas
Ana Maria Baptista
Cristiano Baptista
Hugo de Sousa
José Pedro Costa (também actuou como desenhador)
Phermad

Para terminar, ocorrem-me os seguintes comentários:

1º - A colaboração feminina, como habitualmente acontece na BD, é escassa. Veja-se:
Ângela Gouveia, ARechena, Cheila, Joana Sobrinho, Jucifer, Mariana Perry, Nazaré Álvares, como autoras completas das suas bedês; enquanto argumentistas, apenas Sílvia Matos e Lemos; e na área de coloristas aparece também só um nome feminino, o de Ana Maria Baptista.

2º - Apesar de a colaboração ser paga, vários autores e autoras têm protelado a colaboração que lhes tenho pedido, obviamente por razões respeitáveis. 
Estão neste caso, que me lembre assim de repente: António Jorge Gonçalves, Rui Pimentel, Ana Cortesão, João Amaral, Richard Câmara, Bruno Janeca, Carlos Felix, Carlos Páscoa, Daniel Maia, Diferr, Diniz Conefrey, Eduardo Rebelo, Falcato, Filipe Abranches, Filipe Andrade, João Maio Pinto, José Feitor, João Mendonça, Rui Lacas, Marina Palácio, Joana Lafuente, Osvaldo Medina, Pedro Brito, Inês Freitas, Potier, Ricardo Blanco, Ricardo Cabrita, Susana Carvalhinho.

3º - Em contrapartida, tive a honra de contar com a participação de Relvas, apesar de estar a residir na Croácia, além de nomes de relevo, Pedro Massano, ZéPaulo, Zé Manel, Arlindo Fagundes, José Carlos Fernandes, Luís Louro, José Abrantes, entre outros.

4º - Este projecto, que tem dado oportunidade à divulgação de umas dezenas de autores, e está a contribuir para a publicação de BD portuguesa num jornal com 35.000 exemplares de tiragem, ainda não foi referenciado por nenhum dos críticos, cronistas, divulgadores, que escrevem em blogues, sítios e portais portugueses (nem por algum dos respectivos responsáveis), ou por coordenadores de rubricas de BD em jornais.

Quando acabar (tudo tem um fim) talvez nessa altura seja recordado como projecto singular dedicado à BD portuguesa.

Todavia, enquanto for possível, este é um projecto "to be continued".

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Zé Paulo, autor de BD - 1937-2008

Fotografia recente (Junho 08) de Zé Paulo
 Prancha do episódio-paródia "Esperman" com que Zé Paulo colaborou no fanzine Efeméride (nº 3-Jun.08) dedicado ao tema genérico Super-Homem no Século XXI

 
Fim-de-semana... num futuro muito próximo é o título da banda desenhada que Zé Paulo criou expressamente para o fanzine Tertúlia BDzine, cuja última prancha está sobre esta legenda

Faleceu ontem, 23 de Dezembro, pela 19h00, vítima de cancro, Zé Paulo (ou ZEPAULO, como ele costumava assinar), de seu nome completo José Paulo Abrantes Simões. Chegou o fim da aventura para um notável artista da BD, ilustrador, caricaturista, pintor.
Adeus, amigo Zé Paulo.
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Tive a honra de receber de Zé Paulo as suas últimas colaborações na BD, a derradeira das quais está visionável na obra colectiva "Super-Homem no Século XXI".
Ainda neste blogue se pode ler a entrevista que lhe fiz, acompanhada de fotografia (já na época o Zé Paulo andava em tratamento de quimioterapia, com efeitos notórios para quem o conhecia bem).
Quem estiver interessado em ler essa derradeira entrevista, e reprodução de pranchas suas na revista Visão, basta localizar o "post" de Junho 30, 2006.
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Biobibliografia de Zé Paulo publicada no fanzine Efeméride nº 3, a acompanhar a prancha do episódio autoconclusivo intitulado Esperman pertencente ao tema genérico Super-Homem no Século XXI


ZÉ PAULO
1937/2008

Biobibliografia


José Paulo Abrantes Simões. Lisboa, 4 de Novembro de 1937.
Curso de Pintura da Escola de Artes Decorativas António Arroio.

Em 1974 foram publicadas bandas desenhadas suas na revista alemã Pardon. Mas a sua produção mais importante foi divulgada na revista Visão, que teve doze números editados entre 1 de Abril de 1975 e Maio de 1976.

Para ali fez várias obras de grande nível e variados temas, algumas delas realizadas em colaboração, cujos títulos merecem aqui ficar registados:  
Abril Águas Mil (uma prancha a preto e branco) e Os Loucos da Banda (seis pranchas a cores), ambas as BD's no número 1; Fábula de Um Passado Recente, sete pranchas a p/b (número 4, 15 de Maio de 75) e H20, duas pranchas a pItálico/b (número 5, 1 Junho), ambas com argumento de Victor Mesquita; no n.º 7, Outubro, tem trabalho duplo: Histórias que a minha avó contava paItálicora eu comer a sopa toda (1.º episódio numa prancha a p/b), e a A Batalha de Rzang, 4 pranchas a p/b; no n.º 8, 10 Setembro, mais uma parte da série Histórias que a minha avó contava (...) e o episódio auto-conclusivo O Espantalho, em quatro pranchas a p/b; no n.º 9, de 20 Janeiro 76, outra parte das Histórias que a minha avó contava (...), iniciando-se neste número a narrativa gráfica A Família Slacqç com o episódio Bem Escondidinho, em quatro pranchas a p/b; no n.º 10 está o segundo episódio, Encontro com o Rato Mickey, mais quatro pranchas no n.º 11, O Teu Amor e Uma Cabana, quatro pranchas e no n.º 12, derradeiro da revista, com data de Maio 76, são publicados os últimos dois episódios quatro e quinto (como sempre, a quatro pranchas cada), dessa notável obra da BD portuguesa.
Em 1977 estreou-se no formato de álbum, com capa a cores e a bedê a preto e branco, A Direita de Cara à Banda (Desenhada) que tinha feito para o jornal Diário, com o título Os Direitinhas, de que foi aproveitada uma parte para o álbum.
Em 1979 escreveu e desenhou Memórias do Último Eléctrico do Carmo, bedê a preto e branco publicada no suplemento portador do curioso título DL Fanzine, do jornal Diário de Lisboa.
Colaborou com bedês de caracter infantil na revista Fungagá da Bicharada.
Na revista Lx Comics (n.º 3, Inverno 1991) fez uma prancha para o cadavre exquis Elxis, que tinha sido iniciado no n.º anterior por Bandeira, e foi continuada no seguinte por Pedro Burgos, mas o tal cadáver esquisito não chegou a ser acabado, porque a Lx Comics — que era propriedade de editora identificada pela sigla MFCR, apoiada pelo pelouro da cultura da Cãmara Municipal de Lisboa — finou-se nesse quarto número, talvez abafada pelos calores do Verão de 1991, ou por outra razão qualquer que não vem agora ao caso tentar deslindar.
Zé Paulo participou na obra colectiva Novas "fitas" de Juca e Zeca, editada num fanálbum em Julho de 2000, com o sarcástico episódio Satanás 3, Deus 1

Para o mesmo editor-amador têm sido as suas mais recentes colaborações em BD, todas em 2007: no fanzine Efeméride (n.º2 - Fevereiro), de novo a parodiar um herói clássico, "Príncipe Valente no Século XXI", com a sátira O Valente do Casal; depois, no fanzine Tertúlia BDzine (n.º 115 de Julho, n.º 117 de Setembro e n.º 120 de Dezembro) fez, respectivamente, as seguintes bandas desenhadas (todas com quatro pranchas a p/b): Fim-de-Semana... Num Futuro Muito Próximo, Príncipe Valente no Século XXI Descendo a Calçada dos Cavaleiros em Contramão, e A Mão Cheia, tratando-se esta última de bd redesenhada sobre original da década de 1980.

E para o renascido fanzine Eros (n.º10) também datado de 2007, quarto trimestre, escreveu e desenhou em quatro pranchas a p/b, a história Luisinha, uma peça ao mais recente estilo ZÉPAULO, como ele ultimamente assinava.
Derradeiramente, está presente no terceiro número do fanzine Efeméride em mais uma banda desenhada, intitulada Esperman, integrada na obra colectiva Super-Homem no Século XXI, onde voltou a trabalhar a cores, género que pouco cultivou na BD, mas que dominava com eficácia e sensibilidade.

Faleceu em 23 de Dezembro de 2008.
 Geraldes Lino
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Recebi nos comentários um emocionado e muito bonito texto de Ágata Simões, filha de Zé Paulo, texto esse que ela tinha exposto num painel da casa mortuária, juntamente com uma ilustração bastante ampliada da autoria de seu pai. Aqui fica o texto, mantendo a apresentação com que foi escrito:

Pai
A tua partida já estava anunciada se bem que
nunca o quis ver, e tão pouco acreditar.
É uma dor tão profunda, que nem a consigo designar.
Seguiste atrás de uma nova luz...
Luz essa que brilhando caminhou na tua direcção,
e foste em silêncio...
Sem um adeus...
Sem um beijo...
E partiste, deixando um ar pesado no teu quarto,
no meu peito.
Meu querido pai.
Meu grande amigo.
Meu mestre.
Foste e serás sempre o exemplo de homem para
os teus netos, que tanto aprenderam contigo.
És para eles um pai, um professor, um grande
amigo de paródia, e por todas essas vivências,
eles choram a tua partida, mas decerto que
jamais te esquecerão.
E eu?
Até um dia...
Quando o sol não me acordar...
Talvez um dia, quando as estrelas brilharem
numa noite de luar...
Talvez encontre no desabrochar de uma flor o teu
sorriso.
Mas até lá penso que estou no paraíso só de
pensar que talvez um dia te encontrarei.
Ágata Simões

terça-feira, dezembro 23, 2008

Língua portuguesa em mau estado (XVIIII) - "Epá" é brasileirismo, "Eh pá" é a forma portuguesa

O uso na escrita das legendas da banda desenhada e do cartune, do brasileirismo Epá, é cada vez mais frequente. 

Já o tenho visto várias vezes, já o tinha detectado na excelente série "Bartoon", voltou a deparar-se-me a mesma incorrecção hoje, 23 Dezembro 08, naquele cartune diário.

Por conseguinte, o uso despropositado da expressão brasileira acontece aqui pela 2ª vez, significando isso que o categorizado cartunista seu autor costuma ver cartunes e quadrinhos brasileiros...

Não tenho nada contra ler-se/ver-se trabalhos originários do Brasil. O que não posso concordar (e por isso protesto, mesmo que o meu amigo cartunista não ligue), é que se usem - na banda desenhada ou no cartune - expressões da variante portuguesa do Brasil quando haja expressões ou formas ortográficas correspondentes no português de Portugal.


Por mero acaso, ainda ontem tinha estado a falar com o meu amigo argumentista que escreveu quatro episódios para quatro desenhadores diferentes, destinados ao meu fanzine Tertúlia BDzine, exactamente a chamar-lhe a atenção para a existência de idêntica opção de grafia, como se pode ver na imagem de baixo.
Na imagem de cima pode ver-se a mesma prancha, mas já com a correcção efectuada Eh pá  em vez de Epá, tal como aparecerá na página inicial do fanzine).



Prancha da bd autoconclusiva "A Culpa é do Instinto", cujo texto foi escrito por um novo e prolífico argumentista, e passada a imagens sequenciais por um, também, jovem desenhador.
Substituir "Epá", forma de escrever brasileira que se encontra com frequência nas revistas de "histórias em quadrinhos", como se diz no Brasil (e que, cada vez de forma mais recorrente, encontro na BD e nos cartunes), pela forma tradicional portuguesa "Eh pá", foi o meu pedido, aceite com desportivismo.
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Esta banda desenhada vai ser publicada no fanzine Tertúlia BDzine nº 136, de 6 Jan. 2009, que será distribuído na sessão da Tertúlia BD de Lisboa naquele mesmo dia.
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Nota: Mais uma vez esclareço que apenas corrijo os erros ou meras incorrecções (como é o caso presente) com repetição sistemática, que se percebe estarem a espalhar-se, tipo vírus...
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Há várias postagens anteriores acerca deste tema que envolve o meu apreço pela língua portuguesa, incidindo nos erros ortográficos e gramaticais que, repetitivamente, vão sendo cometidos na banda desenhada, no "cartoon", nos fanzines e na internet.

Para visitar todos os "posts" e assim poder analisar erros e respectivas correcções, basta ir à parte de baixo desta postagem e clicar na frase "Língua portuguesa em mau estado", ou neste mesmo item na coluna da esquerda onde se lê "Categorias".

(XVII) Nov. 16 - "Cartoonista"? E também pode ser "Footebolista"?
(XVI) Jul. 4 - Triologia???
(XV) Jun. 19 - Tijela???
(XIV) Jun. 6 - Expanção???
2008

(XIII) Dez. 14 - Fanzine, sinónimo de "acto de simpatia"? Absurdo
2007

(XII) Ag. 6 - "Páro" (??)
(XI) Jun. 23 -"Ter-mos"(??) in Korrigans, de Civiello e Mosdi
(X) Maio 29 - A BD não "teve"(??) representada (texto no site da Marinha Mercante
(IX) Abril 15 -"Alcançar-mos"(??), in fanzine Venham+ 5
(VIII) Março 10 -"se não poderem"(??), in Príncipe Valente, edição de Manuel Caldas
(VII) Fev. 22 -"Univos"(??), in "cartoon" no suplemento "Inimigo Público"
(VI) Jan. 16 -"»Uma«(??) fanzine", no fanzine "Aqui no canto"
(V) Jan. 7 -"Inflacção"(??), in "cartoon" no Jornal de Notícias
2006

(IV) Dez. 11-"Benvindos"(??), in bd "Família Slacqç, na revista Visão (de BD)
(III) Nov. 28 -"Gingeira"(??), in "cartoon" de "Avis Rara" no jornal Alentejo Popular
(II) Nov. 12 - "pareçe"(??),"esqueçendo"(??), escrito por visitante do blogue "Kuentro"
(I)Out. 27-"vê-mo-nos"(??), in legenda do 1º volume de "O Pequeno Nemo no Reino dos Sonhos", a versão portuguesa da obra-prima de Winsor MCCay
2005

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Banda desenhada portuguesa nos fanzines (XXVII) - Fanzine Efeméride nº 3 - Tema: "Super-Homem no Século XXI"

Relembro: para ler este texto basta clicar-lhe em cimaAutor: Zé Paulo - Título do episódio: "Esperman"

Autor: Santo (Ricardo Santo) - Título do episódio: "Superman é rabo"
Autor: Alex Gaspar - Título do episódio: "S.O.S. Tinto"

Autor: Pedro Massano - Título do episódio: "Lar, Doce Lar"

Autor: Lam - Título do episódio: "Esgotado"

Autor: Álvaro - Título do episódio: "Online"

Autor: Marco Mendes - Título do episódio: "A Luta Continua"

Autor: Pepedelrey - Título do episódio: "Em Defesa da Continuidade"

Autor: Rui Pimentel - Título do episódio: "A Viagem"

Autor: Zé Manel - Título do episódio: "desEMPREGO"

Autor: Augusto Trigo - Título do episódio: "Em Cacine com os Nulús"

Autor: Antero Valério - Título do episódio: "O Superveniente na Escola"

Autor: Ricardo Cabrita - Título do episódio: "Identidade Secreta"

Autor: Filipe Goulão - Título do episódio: "Supe-Homem com Fibra"

Autor: Zeu - Título do episódio: " O Ronha"


Autores: Osvaldo Medina (desenho), Mário Freitas (argumento), Gisela Martins (colorização) - Título do episódio: Ícone


Autores: Ricardo Reis (desenho), André Oliveira (arg.) - Título do episódio: "O Anticristo"

Autor: Zé Francisco - Título do episódio: "Ecce Homo"

Autor: Ricardo Cabral - Título do episódio: "Cansado"

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Após homenagens neste fanzine Efeméride às personagens "Little Nemo" (Sonhos de Nemo no Século XXI) e ao "Prince Valiant" (Príncipe Valente no Século XXI), editei este ano o nº 3 do Efeméride dedicado ao super-herói "Superman" (Super-Homem no Século XXI). 
A ilustrar este tema, foram realizados 19 episódios, por um numeroso grupo de autores-artistas de BD nacional, entre os quais alguns já de grande nomeada.

Um pormenor a destacar: este fanzine é editado em formato A3 e com reproduções a cores.
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Efeméride - nº 3 - Tema: "Super-Homem no Século XXI"
Fanzine aperiódico
Junho 2008
Tiragem: 120 exemplares + 20 especiais
Editor: Geraldes Lino
Apartado 50273
1707-001 Lisboa

As pranchas acima reproduzidas pertencem ao fanzine "Efeméride" n.º 3.
O tema, "Super-Homem no Século XXI", deu "pano para mangas" a um conjunto de autores-artistas portugueses de banda desenhada, alguns de nomeada, todos eles a criarem paródias à volta do famoso super-herói.

Esta obra colectiva, editada no acima citado fanzine, já teve direito a crítica, na blogosfera, por Pedro Vieira Moura, no seu blogue "LerBD" (http://lerbd.blogspot.com)

"Super-Homem no século XXI" surge depois de "Príncipe Valente no século XXI" (Efeméride nº2-Jan 2007), e de "Sonhos de Nemo no século XXI" (Efeméride nº1-Jan 2005), homenagens em BD realizadas em datas redondas especiais: cem anos após a criação de "Little Nemo in Slumberland" (15/Out/1905), setenta anos passados sobre o aparecimento de "Prince Valiant" (13/Fev/1937), e outros setenta depois de, na revista "Action Comics" n.º1 (Junho 1938), ter surgido o Super-Homem.

O fanzine propriamente dito inclui notas biográficas de todos os autores participantes. mas a essa componente só terão acesso os compradores do zine. 
Contudo, os interessados em ver a capa, cuja ilustração tem a assinatura de Mesquita (Victor Mesquita "Eternus 9"), ver também o índice, a ficha técnica, e a contracapa, terão de ir até ao meu outro blogue, o "Fanzines de Banda Desenhada", no endereço:http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/

terça-feira, dezembro 09, 2008

Tertúlia BD de Lisboa - Ano XXIII - 292º Encontro - Tertúlia de Natal

Para este encontro de Natal da Tertúlia BD de Lisboa, hoje, 9 de Dezembro, confirmaram presença 50 bedéfilos, onde eu me incluo, evidentemente :-)
Em conformidade com o critério estabelecido há já muitos anos nos encontros natalícios da [associação informal] Tertúlia BD de Lisboa, não há Homenageado nem Convidado Especial.
Como decerto se recordarão todos quantos já alguma vez participaram nesta variante "tertúlia de Natal" (que passou a ser realizada, a partir de 2007, na segunda 3ª feira de Dezembro), todos os participantes oferecem, para ser sorteada, uma qualquer peça, considerada como prenda de Natal.
Logicamente, a oferta relaciona-se com BD. Ou seja: um álbum, uma revista, um fanzine. Ou até qualquer objecto (emblema, miniatura, porta-chaves, "t-shirt") que reproduza personagens de banda desenhada.
Também são admitidos desenhos originais. Para esta hipótese não são aceites desenhos improvisados "ao momento" nas toalhas de papel.
Portanto, quem não tiver prenda para oferecer, não participa neste "sorteio interactivo".
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O Sorteio Interactivo Bedéfilo de peças de banda desenhada tem a conhecida característica de que todos os participantes são contemplados com uma peça diferente daquela que ofereceram. É uma forma de fazer com que todos os participantes da tertúlia possam eventualmente tomar conhecimento com algo que não conheceem (uma obra, um autor, uma revista portuguesa ou estrangeira, um fanzine).
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Esta tertúlia de Natal, que reune habitualmente cerca de 50 bedéfilos (já lá disse em cima que, para hoje, estão confirmados exactamente 50), realiza-se sempre em restaurantes diferentes, englobando um jantar. Desta vez será num (em Lisboa, obviamente) especializado em leitão à Bairrada.
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Terá lugar o lançamento do Tertúlia BDzine nº 135, contendo uma banda desenhada, a cores (só faço isto muito esporadicamente, visto que se trata de um fanzine gratuito), com desenhos de Sónia Carmo, uma jovem e talentosa ilustradora.
Também já rotineira é a distribuição pelos presentes do fanzine Folha Volante, desta vez serão três números, dois preenchidos com notícias e críticas sobre BD, um com bandas desenhadas, notícias e bedês pirateadas de jornais e revistas.
Tanto o TBDzine como o Folha Volante têm edição limitada a 100 exemplares e distribuição em exclusivo para os "tertulianos".

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Desenhadores, ficcionistas e poetas - Há quem necessite da vossa colaboração


Para os que quiserem colaborar (não há limite, nem máximo, nem mínimo, para a idade, assim é que eu acho correcto, o talento e a imaginação não têm nada a ver com os anos de cada um!), aviso desde já que a única compensação que irão obter é a garantia de serem editados num género de publicação muito importante: o fanzine.
Importante porquê? Porque um fanzine é mais livre do que uma revista (publicação comercial, com fins lucrativos), visto que os zines não têm por finalidade o lucro, não impõem limites à criatividade, literária ou artística.
NOTA IMPORTANTE: VER MAIS SOBRE ESTE DESAFIO ARTÍSTICO-LITERÁRIO NO BLOGUE "FANZINES DE BANDA DESENHADA", NO ENDEREÇO

quinta-feira, novembro 27, 2008

Fernando Pessoa na Banda Desenhada... e não só (X) - Autores: Alvoeiro e C. Martins

Excerto (2 vinhetas) da 2ª prancha da banda desenhada "Manifesto Anti-Mantas", de Luís Alvoeiro e Carlos Martins. Repare-se na capa da revista "Orpheu", nº2 e último, onde Fernando Pessoa e Almada Negreiros colaboraram.


Prancha 1 de 2 da banda desenhada "Manifesto Anti-Mantas"


(Prancha 2 de 2)

O tema da banda desenhada reproduzida na íntegra é o gozo ao "Manifesto Anti-Dantas", daí o trocadilho do título "Manifesto Anti-Mantas". 
E como personagens principais temos Almada Negreiros, um tal "Ritinha" (Augusto Santa Rita Pintor), "Tadeu de Sousa Caroço" (Amadeu de Sousa Cardozo) e "os famosos Pessoas" (Fernando Pessoa, transfigurado em esqueleto duplicado!), um trabalho em BD notável, da autoria de uma dupla que, lá pelos idos de 80 e 90, teve grande cotação: Luís Alvoeiro e Carlos Martins, este último essencialmente argumentista, mas também ilustrador, e que a certa altura passou a assinar Carlos Guerreiro.
(bd publicada in revista Selecções BD, nº 3, I Série, de Julho 88)
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As postagens anteriores abaixo indicadas podem ser vistas de imediato, na totalidade, clicando no texto de cor castanha, seguinte à palavra "etiquetas" (Fernando Pessoa na Banda Desenhada) indicada sob cada "post".

(IX) Novembro 22 - Autor: Jorge Colombo
(VIII) Agosto 08 - Autores: Miguel Moreira e Catarina Verdier
(VII) Julho 27 - Autor: Derradé
(VI) Julho 20 - Autores: Nuno Frias, Ricardo Reis, João Vasco Leal, Cristiano Baptista, André Oliveira
(V) Julho 12 - Autora: Ana Filomena Pacheco
(IV) Julho 6 - Autor: Laerte
(III) Junho 22 - Autor: João Chambel
(II) " 18 - Autor: Rafa Infantes
(I) " 13 - Autor: José Abrantes
2008 - Daqui para cima

sábado, novembro 22, 2008

Fernando Pessoa na Banda Desenhada... e não só (IX) - Anúncio desenhado por Jorge Colombo

A imagem de Fernando Pessoa na Publicidade
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Percebe-se bem por este subtítulo: o que está em causa não é dissertar acerca da passagem de Fernando Pessoa como publicitário, onde teve, pelo menos, uma frase de génio relacionada com um refrigerante, "primeiro estranha-se, depois entranha-se".

A intenção é, tão-somente, mostrar a estupenda e engraçadíssima ilustração, visível no topo desta postagem, e dar os parabéns ao respectivo desenhador, que nem sei quem seja (*), de um anúncio reproduzido no jornal Público.

Em tempo: "Passe a publicidade", como se costuma dizer nestes casos, para afastar suspeitas de possível interesse económico no assunto por parte deste bloguista.

(*) Hoje, dia 24, isto já não é verdade. Ou seja: já sei quem foi o autor daquela tão engraçada ilustração: Jorge Colombo. E, por conseguinte, também já alterei o título.
Não resisto a contar que, há duas semanas, estava eu no Chiado, e encontrei o Jorge Colombo, que vive nos Estados Unidos, mas esteve em Portugal uns dias. 
Como ele estava acompanhado, a conversa foi breve, mas amistosa. Mal sabia eu que iria ficar encantado com esta pequena ilustração, e que viria a descobrir ser ele o autor, por informação obtida na Casa Fernando Pessoa...............................................................................................
Para ver postagens anteriores basta clicar no item mostrado em rodapé, onde se vê o título da etiqueta Fernando Pessoa na Banda Desenhada

quarta-feira, novembro 19, 2008

Banda Desenhada portuguesa nas revistas não especializadas em BD (XXXI) - Autor: Ricardo Machado


Slow Times, uma banda desenhada em duas pranchas
in revista DIF, de Set. 08

"Sempre achei que os blogs são para escritos banais, estes são os meus", diz Ricardo Machado. 
Mas, afinal, estes escritos não são nada banais, nem toda a gente tem talento para se expressar, em simultâneo, por imagens e palavras, essência, afinal, da Banda Desenhada.

Se calhar por isso mesmo, Ricardo Pires Machado tem aparecido a fazer BD em várias revistas, como se pode ver nas postagens de 2006 Set. 29, e 2008 Julho 10.
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Para ver mais BD portuguesa em revistas que nada têm a ver com o assunto, basta ir à coluna da esquerda, às "Categorias", e clicar no item "Banda Desenhada portuguesa nas revistas não especializadas em BD"

domingo, novembro 16, 2008

Língua portuguesa em mau estado (XVII) - "Cartoonista"? Porquê? Então seria também "Footebolista"?!


 
Footebolista? Que horror! Então e Cartoonista, já não há nada a dizer? Há, sim senhor.

Vejamos: Football evoluiu, na língua portuguesa, para Futebol.

Como? Assim: foot passou a fute e ball passou a bol, em ambos os casos respeitando apenas o som original das palavras em inglês, ou seja, a fonética. Ganhámos desta forma, para a língua portuguesa, mais dois correctos neologismos: futebol e futebolista.
Qual será o motivo, então, para se continuar a escrever cartoonista, uma palavra absurdamente híbrida? 
Por pretensiosismo provinciano, digo eu, talvez porque "cartoonista" pareça dar um certo estatuto, por ser um vocábulo com matiz estrangeirado... e é sabido como nós, portugas, somos sensíveis a esse pormanor...
 
Claro que se foot deu fute, cartooncartune, logo, quem cria cartunes é cartunista.

Obviamente que a língua está em constante modificação, absorvendo estrangeirismos, enriquecendo-se com neologismos, originados especialmente nas novas tecnologias.
Vem isto a propósito do episódio Vudu, da interessante série "Na Terra Como no Céu", onde, logo na primeira vinheta da prancha inicial (ver no topo da postagem), se pode ler o seguinte:
"(...) por ter publicado as caricaturas do profeta Maomé, foram várias as vozes que se solidarizaram com os cartoonistas (o "negrito", ou bold, é de minha autoria)".
Não se deduza deste texto qualquer ataque a Nuno Saraiva, que, além de criar semanalmente duas, quase sempre, excelentes pranchas, é também o autor do argumento, logo, das legendas respectivas.

Ele limitou-se a seguir a forma de escrever mais usual, "cartoonista", embora haja igualmente vários críticos e divulgadores a aportuguesar o vocábulo híbrido para "cartunista". Eu sou um deles, já há alguns anos.
O que ainda torna mais digna de reparo a insistência nesta grafia incompreensível é que, logo no título do episódio, surge a palavra Vudu (bem como na penúltima vinheta da 2ª prancha) a aportuguesar, e muito bem, a palavra cuja grafia original é Voodoo.
Há aqui algo de incoerente. Ou terá a ver com o facto de o aportuguesamento para "Vudu" não afectar ninguém (digo eu...), enquanto que os cartunistas portugueses (alguns, claro) se sentiriam diminuídos no estatuto que acham que lhes confere a grafia com os dois ós (oo), tal como se está a voltar a ver muita gente a escrever com dois éles (o sr. Meirelles, o sr. Vasconcellos, os Mello...), coisa que tinha ficado esquecida - ou apenas guardada para melhor altura? - após o 25 de Abril...
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Nota de rodapé
As duas excelentes pranchas reproduzidas no topo da postagem pertencem ao episódio "Vudu", da série de BD "Na Terra Como no Céu", escrita e desenhada por Nuno Saraiva, que põe a contracenar Sarkozy e sua mulher Carla Bruni (que, como se sabe, é mais alta do que ele, pormenor que o meu amigo Nuno sublinha e exagera graficamente com imensa graça:-)
in revista-suplemento Tabu, do semanário Sol (nº 114, de 15 Nov. 08)
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Há várias postagens acerca deste tema que envolve o meu apreço pela língua portuguesa, incidindo nos erros ortográficos e gramaticais cometidos na banda desenhada, no "cartoon", nos fanzines e na internet.

Veja-se na lista abaixo os erros detectados.
Para visitar todos os "posts" e assim poder analisar as correcções, basta ir à coluna da esquerda e clicar na categoria "Língua portuguesa em mau estado". 

segunda-feira, novembro 10, 2008

Concurso de BD da BDteca 2008 - 3ª Mostra de Banda Desenhada de Odemira

Cartaz do evento com ilustração de Paulo Monteiro
Programa do evento, constante dum desdobrável editado pela Biblioteca Municipal de Odemira
(Para ampliar a imagem e ficar legível, clicar em cima. Escrevo isto porque alguém me disse que era pena não se conseguir ler o texto do folheto)

Tal como nos dois anos anteriores, vai realizar-se em Odemira um evento centrado na Banda Desenhada e nos fanzines, com um título ligeiramente diferente. Enquanto que nas duas edições anteriores simplesmente se apresentou como BDteca 2006 e BDteca 2007, desta vez aparece intitulado de forma mais esclarecedora, ou seja, BDteca 2008 - 3ª Mostra de Banda Desenhada de Odemira, que já está a decorrer, visto o período da realização ter sido estabelecido para ter início em 1 de Novembro de 2008 e o término a 3 de Fevereiro de 2009.

Integrado no evento aparece a seguinte realização:

Concurso de Banda Desenhada
de cujas normas aqui apresento um resumo:

I- O tema é livre.
II- Podem candidatar-se todos os/as interessados/as com idade igual ou superior a 16 anos.
Nota: na realidade, o concurso também se dirige ao escalão de sub-16 anos, mas é apenas acessível aos alunos das escolas do concelho.
III - Data limite para entrega das bandas desenhadas: 16 Dezembro 2008
IV - As bandas desenhadas deverão ser apresentadas em folhas formato A3.
O regulamento é omisso no nº limite mínimo e máximo de pranchas para cada banda desenhada, situação absolutamente invulgar nos concursos de BD, mas que possibilita aos concorrentes uma total liberdade de criação.
As bandas desenhadas terão de ter as pranchas numeradas (habitualmente isso faz-se no canto inferior direito). Também no mesmo local, por baixo da numeração, deverá ter o pseudónimo do autor.
As folhas deverão ser agrafadas ou presas por qualquer outro sistema.
Deverão ser entregues 3 cópias de cada prancha da bedê.
V - Cada concorrente poderá participar com mais do que uma bd, desde que as envie separadamente e com pseudónimos diferentes.
VI - PRÉMIOS
1º - 300€
2º - 150€
3º - 75€
Haverá Menções Honrosas caso se justifique.
A entrega dos prémios será feita em reunião pública a realizar na Biblioteca Municipal "José Saramago" de Odemira, no dia 10 de Janeiro de 2009, pelas 16 horas.
Todos os participantes receberão um diploma de participação.
VII - As bandas desenhadas deverão ser entregues:
ou directamente na Biblioteca Municipal
ou por correio até ao dia 16 de Dezembro de 2008 (a entrega por correio deverá ser feita através de registo, com aviso de recepção), para a seguinte morada:
Biblioteca Municipal "José Saramago" de Odemira
Cerro do Peguinho
7630-139 Odemira
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Mais algumas normas, que os concorrentes deverão respeitar:
a) A banda desenhada participante terá de ser entregue (quer pessoalmente, quer por correio) dentro de um envelope, que exteriormente apenas deverá conter a designação do concurso e o pseudónimo do autor, dirigido ao endereço acima indicado;
b) Dentro desse mesmo envelope o autor enviará um 2º envelope, que no lado exterior será identificado pelo pseudónimo, e, no interior, os elementos identificativos do autor: nome, morada, nº de telefone e/ou telemóvel, e, se for o caso, o estabelecimento de ensino que frequenta.
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Todo o programa da Mostra de Banda Desenhada e do concurso estão visíveis no site da Câmara Municipal de Odemira, no endereço

quinta-feira, novembro 06, 2008

Festivais, Salões BD e afins - (Amadora) - 19º FIBDA 2008 - Prémios a autores e obras, portugues@s e estrangeir@s, referentes a 2007

Capa do álbum "Obrigada Patrão", obra da autoria (argumento e desenho) de Rui Lacas


Os troféus portugueses mais importantes, porque votados por um universo bastante vasto e heterogéneo, composto por autores, editores, críticos e coleccionadores (cujos nomes constam do mailing do CNBDI), foram entregues com "pompa e circunstância", numa sessão que, tal como tem acontecido nas edições anteriores, foi antecedida por uma divertida apresentação teatralizada, levada a cabo, desta vez e de novo, no edifício do antigo cine-teatro Recreios da Amadora, na área nobre da cidade homónima.
A seguir descrimino os autores e obras aos quais foram atribuídos troféus, bem como as obras e os autores nomeados em cada um dos itens:
Melhor Álbum PortuguêsObrigada, PatrãoRui Lacas – Edições ASA
Álbuns nomeados, além do vencedor:
Evereste, de Ricardo Cabral
O Corvo - Laços de Família, de Luís Louro (des.) e Nuno Markl (arg.)
Rei, de António Jorge Gonçalves (des.) e Rui Zink (arg.)
Vencer os Medos. AAVV
Melhor Argumento para Álbum PortuguêsRui LacasObrigada Patrão – Edições ASA
Autores de argumentos nomeados, além do vencedor:
Nuno Markl (O Corvo-Laços de Família)
Ricardo Cabral (Evereste)
Rui Zink (Rei)
João Paulo Cotrim (Vencer os Medos)
Melhor Desenho para Álbum PortuguêsAntónio Jorge GonçalvesRei – Edições ASA
Outros desenhadores nomeados:
Jorge Mateus (O Futuro tem 100 anos)
Ricardo Cabral (Evereste)
Rui Lacas (Obrigada Patrão)
Vários autores (Vencer os Medos)
Melhor Álbum de Autor EstrangeiroMuchacho (Tomo 2) – Lepage – Edições ASA
Outros álbuns nomeados:
A Ordem das Pedras, de Mézières (des.), Christin (arg.)
Armazém Central, de Loisel e Tripp
Apaches, de Giraud
O Santuário de Gondwana, de André Juillard (des.), Yves Sente (arg)
Melhor Álbum de Tiras HumorísticasZits - Amuado, Aluado, TatuadoJim Borgman (desenho) e Jerry Scott (argumento)– Gradiva Publicações
Outras obras em tiras de BD humorísticas:
Agnes-Estraguei o plano divino, de Tony Cochran
O Orlando Bloom estragou tudo, de Bill Amend
Os Sopratos-Pérolas a Porcos, de Stephan Pastis
Melhor Ilustração para Livro InfantilMadalena MatosoO meu vizinho é um cão – Planeta Tangerina
Outros autores e respectivas obras:
Bernardo Carvalho (A Grande Invasão)
Bernardo Carvalho (O Mundo num segundo)
Gary Larson (Há um cabelo na minha terra!)
Luís Henriques (Quero ir à praia)
André Letria (Não quero usar óculos)
Clássicos da 9 arte
Blueberry - díptico A Mina do alemão perdido e O Espectro das balas de OuroJean Giraud (desenho), Jean-Michel Charlier (argumento) – Edições ASA/Jornal Público
Outras obras nomeadas:
Iznogoud-O dia dos loucos, de Tabary (des.), Goscinny (arg.)
Marsupilami- O templo da Boavista, de Btem-Yann-Franquin
Wania-Escala em Orongo, de Nelson Dias (des.), Augusto Mota (arg.)
Melhor Fanzine
Venham + 5 (nº5) – Bedeteca de Beja/Câmara Municipal de Beja
Outros fanzines participantes:
Venham + 5 (nº4) - Bedeteca de Beja/Câmara Municipal de Beja
Prémio Juventude(atribuído por uma turma de Artes)
Wanya, Escala em OrongoNelson Dias e Augusto Mota – Gradiva Publicações
Troféu de Honra
(atribuído pela Câmara Municipal da Amadora)
Victor Mesquita
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Notas várias:
1) "Obrigada, Patrão" é a versão portuguesa do álbum original "Merci, Patron", lançado anteriormente em França pelas Éditions Paquet, que já havia sido distinguido em 2007 na categoria "Álbum Português em Língua Estrangeira";
2) A denominação "Melhor Álbum de Tiras Humorísticas" tem lógica, contrariamente à denominação "Melhor Cartoon" criada pelos prémios Central Comics, porque as tiras são de banda desenhada e não de cartunes.
3) Tenho pensado no facto de a publicação Venham+5 se apresentar como fanzine, e inclino-me mais para a hipótese de considerar que se trata de uma revista institucional, visto ser editada por uma entidade oficial, e não por um fã.
Inicialmente aceitei a denominação, porque, na realidade, quem está na génese da edição, Paulo Monteiro, é de facto um fã, a C.M. de Beja limita-se a dar apoio económico. Mas mudei de opinião (só os burros não o fazem, como disse alguém), atendendo até ao aspecto luxuoso e de dispendiosa execução técnica, só ao alcance de uma entidade oficial ou privada.